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Manaus, de Porto de Lenha a Feira


O poetinha Aldizio Figueiras e o Torrinho escreveram Porto de Lenha, a canção hino de Manaus e que a define bem.
O pragmatismo romântico, se é que isso existe, encerrado nela com ar profético fala de uma Manaus que nunca será Liverpool, a terra dos Beatles, a maior cidade industrial e portuária da Inglaterra.
Manaus nasceu um porto de lenha.
Hoje é uma metrópole de três milhões de habitantes que tem um grande parque industrial e virou uma feira.
Uma feira que o atual prefeito Amazonino Mendes alega não saber administrar.
Logo ele, o herdeiro direto do Gilberto Mestrinho, o inventor do projeto que transformaria o estado do Amazonas em uma imensa feira.
Se não sabe administrar porque inventou essa feira?
O Boto Tucuxi quando voltou para Manaus do exílio disse no aeroporto que seu grupo político ficaria no mínimo 25 anos no poder.
Ele diplomou Amazonino, que diplomou Alfredo Nascimento, Eduardo Braga, Omar Aziz, Robério Braga e outros periféricos, instalados em várias instancias da sociedade baré.
Eles implantaram um modelo de importar almas penadas do interior do estado e de outros estados incentivando uma indústria de invasão para ter votos.
Hoje Manaus tem imensas favelas que ousam chamar de bairros.
Tem uma favelona chamada Amazonino Mendes.
Nesses grotões estão os eleitores dessa gente.
Hoje o Omar Aziz é herdeiro direto e sacramentado desse grupo político.
Tudo o que Manaus é hoje, tudo o que o Amazonas é, deve-se a esse grupo político.
Se Manaus virou uma selva caótica e sem lei urbana alguma, são essas pessoas que a fizeram assim.
E agora o Amazonino Mendes quer vender o Adolpho Lisboa e todas as feiras alegando que não consegue administrar feiras.
Manaus é uma enorme feira.
Com isso o prefeito admitiu que não sabe administrar Manaus.
A profecia do poeta Aldízio como diz o caboco “parece boca de urubu!”.
Nós nunca seremos Liverpool porque nunca deixamos de ser um porto de lenha.
Enquanto esse grupo político estiver governando o destino desse estado maravilhoso, belo e rico, nós seremos sempre um porto de lenha.
Ou pior, uma feira que o prefeito admite não saber administrar.

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