Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

SBPC - Como fixar doutores na Amazônia


Na semana que antecede a SBPC (Semana Brasileira para Progresso da Ciência) que será realizada em Manaus, o programa da TV Cultura de São Paulo chamado “Roda Morta”, ex “Roda Viva”, entrevistou o Dr Adalberto Val, diretor do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). Como o programa é feito a partir de São Paulo por jornalistas paulistas com a lógica geocêntrica paulista, as perguntas sobre a Amazônia eram feitas nos moldes “o que nós paulistas levamos com isso?”. Afinal o Brasil é São Paulo e a Amazônia é só um quintal paulista e do mundo. O interesse deles era saber do Adalberto Val, um paulista, quando que iria ter gás dos poços de Urucum, pupunha, açaí, peixe e farinha mais barato nas prateleiras dos supermercados de Higienópolis. Isso sem ter que construir gasoduto, a BR 319, sem subir em arvores e sem matar os pingüins, pois na cabeça deles a Amazônia é a Antártida e é habitada somente por pingüins. O Val tentava explicar que aqui morava gente, antes mesmo da invasão dos doutores paulistas, embora seja difícil convencer os jornalistas paulistas “bem informados” que além deles e talvez os índios, os caboclos são gente também. O Val falava de uma tal “fixação de doutores na Amazônia”, para aumentar a “massa cinzenta” da região e que para isso precisava que o Estado brasileiro investisse em concursos públicos para atrair mais doutores e pesquisadores para a região. Só não explicou como isso iria fixar alguém aqui. Talvez destruindo a pista de saída do aeroporto, pois na prática o que rola é que o INPA é só um trampolim para uma grande parte desses pesquisadores, também chamados de Ambientalistas Criados em Cativeiro, que sonham com a Europa e USA, darem um upgrade básico e se mandar pra lá. Existe um pesquisador do Pará, meio que maluco, pesquisando a possibilidade de usar o peido dos gambás (era mucura, mas os paulistas mudaram o nome, o Boto Vermelho não, esse foi a Xuxa) para usar como fixador de perfume, substituindo o Pau Rosa, comumente usado para produção do perfume francês Chanel Nº5. A tese é que os gases da mucura é melhor fixador do que qualquer outro. Talvez aplicando fixador de peido de mucura eles se fixem na região. Esse papo de que fazendo mais concursos públicos para atrair doutores para a região amazônica sem destruir a pista de saída do aeroporto é continuar alimentando a industria farmacêutica e bioquímica européia e americana com as nossas “massas cinzentas” loucas por “massas verdinhas” pagas para estudar com o dinheiro do contribuinte brasileiro. Dizem que tem uma qualidade de pimenta no Acre que também é excelente para extração de fixadores, e pimenta no dos outros é sempre refresco mesmo.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

O amor não precisa de consolo


O amor é cego, Ray Charles é cego, Steve Wonder é cego e o albino Hermeto não enxerga mesmo muito bem, mas não dá pra fingir não ver um consolo daquele tamanho. Quando meu amor voltou de viagem veio trazendo na bagagem a novidade. Havia comprado um vibrador, um sonho de consumo antigo, travado na ideologia, no falso pudor ou na vergonha de encarar o balconista do sex shop. Tanto tempo de sonho adiado contribuiu para que ele se transformasse em um desejo reprimido, e quando se manifestou veio como a força de água represada. Quando meu benzinho resolveu me mostrar o treco, me deu uma sensação de impotência. Ela passou quase uns cinco segundos para conseguir tirar todo “ele” da sacola. Ela puxava e não parava de sair. A porra tinha o tamanho de uma bisnaga que francês adora carregar embaixo do sovaco. A louca aloprou dessa vez. O consolo devia ter uns trinta centímetros. Depois da sensação de impotência veio uma ponta de raiva originada no ciúme e no complexo do pau pequeno que acompanha todo macho, acho eu. Comecei a tentar ser racional e pensar que meu pau não é tão pequeno assim e que afinal de contas o vibrador poderia ser meu aliado na realização dos desejos sempre insaciáveis do meu amorzinho. Mas toda vez que eu olhava pra “ele”, me sentia um fracasso, amarelava legal, ficava com medo de entrar em campo. Como concorrer com “aquilo”? A louca tinha comprado um consolo enorme, siliconado e preto. Toda mulher branca tem esse fetiche de dar pra um negão de pau grande. Herança atávica da época da avó, sinhazinha da fazenda que pegava geral na senzala. Olhando para o objeto a reflexão que eu fiz era que ela estava com o cara errado. Eu não sou negão e estou longe pra caralho dos trinta centímetros desejados. Daí a sensação de frustração e ciúme. E como participar de um jogo onde aquele monstro entraria em campo primeiro, jogaria o primeiro tempo, e eu só entraria no segundo. Seria como se saísse o Messi e entrasse o Gladstone. Com toda a certeza a torcida vaiaria. Eu teria que dar o sangue que não tenho para concorrer com aquilo. Não tenho mais idade pra correr atrás dos carros como um cachorro otário. Se eu fizer contorcionismos eu tenho distensão muscular. Agora vou ter que dividir meu amor com outro objeto. As chances de ela ir me esquecendo no processo é bem grande. Tenho a impressão que ainda vou vê-la dando beijinhos no bagulho chamando de amor. Tenho que ir no Google e ver se acho um manual de instrução “Como usar vibrador no dos outros” e um livro de auto ajuda “O que fazer quando o consolo lhe deixa desconsolado” e me preparar para sensações novas, estranhas e alienígenas se quiser continuar gozando da presença e da companhia da mulher que em algum momento de loucura escolhi para ser minha. Tenho muito a evoluir. A sorte é que não vai ser em mim que o baguio vai entrar e, se meu amor engravidar as chances de eu ter certeza que o filho é meu vai aumentar muito. Ando com saudades do tempo da Dalila, minha boneca inflável siliconada, aquilo sim é que era mulher.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

A imprensa bandida


A grande imprensa brasileira virou partido político, portanto tem que ser lida, interpretada e tratada como tal. Não é nem de longe o baluarte da democracia, titulo que sistematicamente usa para se esconder arbitrariamente dos olhos da lei, que em uma democracia deveria ser para todos. Se juiz pode ser preso jornalista também deveria ser quando comete crimes. Calúnia, difamação e o pior de todos os crimes, promover golpes de estado.
A Rede Globo surgiu e se fortaleceu na época negra da ditadura. Ela é responsável pelos atos de tortura e abusos praticados pelos militares alinhados com a política americana de anticomunismo. Ela também é culpada de tortura. Depois com a abertura política ela acostumou-se a isso e tem ajudado eleger os presidentes que mais se aproximam dos desejos da elite brasileira e do grande capital estrangeiro. O Lula perdeu quatro eleições para a Rede Globo. Finalmente a vontade popular foi maior do que os golpes midiáticos aplicados pela imprensa movida pelo dinheiro do grande capital internacional que não se interessa por justiça social.
Hoje essa imprensa descaradamente influencia a consciência política dos cidadãos, hora plantando mentiras, hora distorcendo realidades, sequer tem o pudor de disfarçar suas intenções golpistas, escondendo-se atrás do discurso de defesa da democracia, e tudo isso com uma cara de pau e impunidade que dá nojo abrir jornal e ver televisão. Cabe a frase de um cara que não lembro o nome " Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil." Portanto, é urgente discutir seriamente a implantação de um órgão regulador da imprensa para proteção da cidadania e dos valores democráticos de livre pensamento, ao contrário do que dizem os ditadores da opinião alheia que são contra qualquer regulamentação, porque para eles que vendem suas consciências está bom demais. O jabá que rola é alto. Isso sem falar nas concessões. Aqui no Amazonas as rádios, jornais e rede de televisão estão nas mãos de caciques políticos corruptos. Hoje a grande imprensa brasileira está advogando para o Daniel Dantas, banqueiro corrupto julgado e condenado que patrocina a grade dos jornalistas “formadores de opinião” desses verdadeiros bunkers de criminosos.
O Brasil só vai ser uma democracia de fato quando ladrão de galinha, altos empresários, políticos corruptos, juízes e advogados canalhas e principalmente jornalistas e donos de jornais forem presos quando cometerem crimes. Atentar contra a democracia é o pior dos crimes.
Detesto jornalista jabazeiro.

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

O papa vai excomungar os bonobos


O bonobo (Pan paniscus), até recentemente chamado chimpanzé pigmeu e menos freqüentemente chimpanzé anão ou grácil, é uma das duas espécies que compreendem o gênero Pan. É um primo próximo do chimpanzé e portanto nosso também. Estudos genéticos apontam que os bonobos são os animais mais próximos dos humanos. Entre os bonobos, assim como ocorre com outras centenas de espécies animais já estudadas pela etologia, pode não existir relação direta entre sexo e reprodução. Tanto entre bonobos quanto entre humanos, esta distância entre sexo e reprodução é particularmente acentuada. Ou seja, como os humanos, eles fazem mais amor do que filhos. Para os bonobos, é o sexo que funciona como instrumento de compensação da agressividade e faz o papel de agente reconciliador. Isso é possível porque, ao contrário da maioria das fêmeas de outras espécies, que só são receptivas ao sexo no período fértil, as fêmeas bonobos são atrativas e ativas sexualmente durante quase todo o tempo, tanto que se faltar macho na área, elas se pegam mutuamente ( isso me lembra alguém ). Bonobos adoram o que os humanos costumam chamar de suruba. Uma fêmea bonobo gosta de cinco pra cima, menos que isso é entediante. Assistir a um documentário sobre os hábitos deles é muito melhor que ver filme pornô com a Pamela Anderson. Ser macho bonobo deve ser tremendamente exaustivo, cansativo e frustrante porque ninguem consegue dar conta de uma fêmea assim. A sindrome do pau pequeno brochante que assola a mente humana masculina e masculinizada seria potencializada numa sociedade dessas, onde a fêmea quer meter até com as arvores. Ela não só come a banana, ela usa como consolo, que nem umas amigas minhas. Vou alugar um documentário sobre eles pra animar uma festinha lá em casa. Essa libertinagem toda da macacada atraiu até a presença do papa para a Africa. Ele foi lá especialmente para excomugar os bonobos. Assim não pode, assim não dá, disse ele imitando o FHC. Queria ver a cara de uma bonoba quando soubesse da excomunhão papal brincando sem camisinha com nove macacos e uma penca de bananas. Alguem tem que lembrar para o papa que macacos, o Obama e muita gente com cerebro não tem religião, nem acredita em deus e não dá a minima para o catolicismo retrogrado e desumanizante que essa Igreja Católica que está ai anda pregando. Viva São Jorge, São Francisco de Assis e o Frei Beto com sua Teoria da Libertação.

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Clodovil e o mito dos dois caixões


Morreu Clodovil Hernandez, ex-biba, ex-costureiro, ex-apresentador de televisão e ex-deputado federal pelo estado mais consciente politicamente do país. Partiu, no bom sentido, e levou junto com ele o mito dos dois caixões. Dizem que gente linguaruda precisa de dois, um pro cadáver outro só pra língua. Até na morte a biba causou espécie. Não teve dois caixões, e acho que por isso tantos jornalistas começaram a falar de qualidades invisíveis do morto. Acho que com medo da língua, já que não viram ser enterrada. No velório tinha gente que foi só conferir se virava purpurina mesmo, gente incrédula, desrespeitosa. Até as amigas de opção sexual tinham pavor da língua dele, que sempre se referia aos homossexuais com homofobia, era uma bicha homofóbica. Comentário maldoso no meio das amigas durante o velório “aquilo??!!..nem o oceano de purpurina quer!!”. O fato é que morre o maior estadista do glorioso estado de São Paulo, o maior homem publico que o estado já teve. Não entendo o que a Marta Suplicy foi fazer no velório dele, o cara quando em vida e apresentador de televisão, a serviço do Paulo Maluf, das elites paulistas e dos tucanos, atacava a Marta com palavras de baixo nível. Até de galinha descolorida ele chamou. O Supla andou cercando pra dar umas porradas nele na época. Dizem que ele catou o bofe e foi se esconder meses em Ubatuba, com medo. São Paulo está de luto e a Parada Gay desse ano já decidiu que vai homenageá-lo cantando o samba “Pau no Samba”, já que ele era um grande passista da Gaviões da Fiel, escola que ele ajudou a fundar, no bom sentido. Em Brasília está a maior briga pra ver quem fica com o gabinete dele, todo forrado com motivos de onça e abajur lilás despojadamente depositados pelos cantos. O Gabeira disse que nem morto, ele é ecologista e não pega bem pra imagem ficar rodeado de oncinhas, nem que sejam artificiais. Só esperamos que os paulistas, em um novo surto cívico, elejam outro homem publico da estirpe do Clodô. Que o oceano de purpurina lhe seja confortável, já que ele era espírita em vida. Como ateu, espero que ele seja substituído por alguém do mesmo nível. Muita gente agora vai saber que não vai precisar gastar dinheiro com dois caixões, inclusive eu.

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Empurra que sobe


O bandido prendeu a policia
Com a ajuda prestimosa da grande imprensa brasileira, que vive do dinheiro das grandes empresas, algumas delas controladas pelo grupo do mega investidor Daniel Dantas, preso na operação Satiagraha, o delegado Protógenes da PF que comandou a investigação virou réu no processo. Tá tudo trocado, né não??!!
Não precisa ir longe
Por falar em Satiagraha, na republica bananeira dos moutinhos, cometer crime também é motivo de premiação, haja visto que um dos foi consolado pela injustiça de ter sido flagrado na operação da PF, com o cargo de conselheiro do tribunal de contas. Vou prender minhas galinhas que o negócio tá feio... feio.
O alambrado não mente
O Ronaldinho vulgo fenômeno, aquele que tá travando a pauta do jornalismo tupiniquim, agora não pode negar que está gordo. Destruiu o alambrado com seu corpinho. O Corinthians podia emprestar ele pro MST quebrar umas cercas latifundiárias, né mermo?
O negão de lá vai ser excomungado
A igreja católica, segundo a lógica do estuprar pode, abortar não, da nova teologia, estuda excomungar o negão dos gringos, apesar dele não ser católico, por ter liberado o estudo da célula tronco para uso medicinal, cumprido mais uma promessa de campanha. Vai sobrar pro Maluf, criador de uma ideologia muito parecida. Oh povo que não esquece.
O negão daqui curtindo os cem dias
De acordo com uma crença político sociológica, um governante eleito tem cem dias para se adaptar ao esquema administrativo herdado de outro. Em um programa de televisão, o Ronaldo Tiradentes, a Hillary Clinton do negão daqui, pediu paciência à população. O mês tem trinta dias. É...ainda tá no prazo.
Paraquedismo ambientalista
A logomarca Amazônia já é o maior sucesso publicitário do planeta, desbancando a Coca-Cola, isso explica o tanto de gente e instituições se aproveitando de forma arrivista do discurso ambientalista, uma causa justa. Nós temos um governador verde, o dólar é verde, e a cara não fica vermelha e eu tenho orgulho de ser amazonense.

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Mulher é tudo homem ruim


Na Semana Internacional da Mulher, em plena quaresma, meu amorzinho reapareceu. Ela tinha desaparecido sem dar notícias uns dias antes do carnaval. Ela brigou comigo por conta de algo que não lembro mais. Com certeza ela tinha razão, como em toda briga que ela arruma comigo nas tardes de sexta, mas tudo bem, pois sei com certeza, que domingo a noite ela me liga querendo afetos. Ela sempre volta com as mesmas noticias, cheia de carinho, sorrisos e manhas. E eu sempre caio no seu encanto. Nunca deixo pensamentos machistas, chauvinistas, possessivos e ciumentos melar nosso romance. Às vezes rola pensamentos chatos, tipo, porque ela só briga comigo nas sextas a tarde ou em véspera de um feriado, e, infalivelmente as vésperas do carnaval? Fico pensando besteiras e acho melhor pensar que é pura coincidência. Meus amigos todos usam muito esses truques com as esposas e namoradas, quando querem sair sozinhos em baladas por ai. Tenho certeza que meu amorzinho não usaria esse tipo de estratégia. É pura coincidência. Ela reapareceu do sumiço pré carnavalesco anual e veio toda cheia de amor. Comprou uma camiseta linda que fiquei paquerando no shopping. Assim, sem mais nem menos. Eu só olhei pra camiseta na vitrine ela prontamente foi lá e comprou. Sempre que ela volta desses apagões incompreensíveis, vem muita mais generosa. Quando eu pergunto por que ela brigou e sumiu, qual a razão, ela sempre argumenta coisas ininteligíveis e irracionais, fala de situações que eu não lembro e eu sempre concordo porque a sequela dos anos do abuso de drogas e álcool me tiraram parte da memória, e tenho certeza absoluta que ela não usaria isso contra mim. Mulher não tem esse tipo de maldade masculina, isso é coisa típica de macho ruim que enrola a inteligência sem malandragens das mulheres. Mesmo que fosse, o fato que é quaresma e época de paz. O próximo feriadão agora só na semana santa, então temos uns trinta e poucos dias sem sustos, tirando as tardes de sexta, essas são brigas infalíveis, até já fazem parte do calendário amoroso. E também não sou do tipo que bate em mulher, mulher a gente não bate nem com uma flor, talvez um bom soco inglês fosse mais adequado. E tem mais, nunca bata em mulher na frente dos outros, elas só gostam no calor da intimidade. O nosso amor a gente inventa e te ver continua tão bacana quanto a semana passada (Cazuza remix).

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Depressão pós carnaval


Assistindo a qualquer canal de televisão do Amazonas, a qualquer hora da programação local, a gente dá de cara com alguma bichinha pilotando programa de televisão. Nada contra, mas deveriam dizer pras bibas que falar “os pessoal” é errado. Quem banca esses programas com nosso dinheiro, deveria pagar, pelo menos, um curso a distancia, pois afinal esses pavões afeminados se colocam como porta vozes dos empresários e políticos locais. Se não é bichinha, é policial candidato a algo com a velha formula programa de televisão policialesco mete porrada nos pobres finge que bate nos ricos e os otários vota em nós (sic). O poder que os malas pensam que tem é impressionante. O mais grave é que eles estão protegidos não pelo fato de ocuparem cargos públicos elegíveis. No Brasil atual até governador de São Paulo já saiu de casa algemado. A esperteza deles é se esconderem atrás das fileiras da imprensa. Ainda não vi jornalista canalha preso e algemado. De burros não tem nada. E eu ainda vou ver no Aurélio o que significa sinergia. Ví em um dos 400 programas de culinária da televisão local uma apresentadora dizer que ia bater um bolo de quiabo e que para ficar no ponto tinha que rolar uma sinergia. A Ana Maria Braga copiou essa formula de programa da quatrocentona manauara Norma Araujo. Esse povo do sudeste não se manca mesmo. O que salva é que vai rolar no Caua ( Centro Academico da Universidade do Amazonas) todas as sextas do mês de março o Ciclo de Leituras Dramáticas. A idéia é fomentar e divulgar a cultura dramatúrgica, atingida violentamente e quase a morte, por esse esquema de poder que paira sobre Amazonas que espertamente destroça a inteligência cambaleante da classe artística, promovendo a indústria da arte fácil. É pão e circo, já dizia minha avó romana. Aproveitando esse ângulo das soluções inteligentes, o MST podia aproveitar a estréia da novela Paraíso, na Globo, para invadir o universo rural da próxima novela das 6. Parece que tem muito sem-terra nos acampamentos querendo largar o horário nobre do Jornal Nacional. Podia aproveitar também a construção da ponte para a terra do nunca e invadir a beirada do Rio Negro, ou então começar uma grande mobilização antecipando-se a construção da BR 319, expulsando os “pesquisadores gringos” com seus helicopteros da região, e manter para abate as ecologistas criadas em cativeiro, afinal ninguem é de ferro depois de uma semana pós carnavalesca dura como osso.

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

O carnaval acabou, agora é só esperar o boi bumbá


O Brasil começa depois do carnaval, pelo menos do Rio pra cima. Dizem que do Rio pra baixo ele nem para. Problema deles. Pra quem acha que é um absurdo um país perder tanto tempo em férias é porque não sabe que em Manaus tem gente que termina o carnaval, já fica a espera do boi, e passando o boi, aproveita e não trabalha mais o restinho do ano. Não estou falando dos políticos, juro!!
O carnaval acabou, agora começa a festa.
Por falar em politicos, o ano não é de eleição, mas vai ser como se fosse. As artilharias já estão apontadas. Principalmente para os nossos ouvidos e bolsos. O gasto com campanhas já estão nas nuvens, e com dinheiro do contribuinte. Chega a dar orgulho de ser amazonense. Essa briga vai ser de foice porque o que está em jogo é a predominância dentro do mesmo grupo de interesses. Bom pra nós que vamos ver roupa suja lavada em publico, e talvez vejamos mais da sujeira que está escondida sob o tapete da política local e nacional. Porque esperar pela imprensa, é ruim heim!!
O carnaval acabou mas a vontade de rir não.
Fui ao sambadromo no dia do desfile das escolas do primeiro grupo de Manaus. A distancia entre os gastos de uma escola e outra era visivel a olho nú de longe mesmo sendo cego que nem eu. Com a chuva e a falta de grana de algumas, o que era pra ser um cocar exuberante, tava mais pra galinha magra molhada. Mas a parte engraçada do desfile foi a performance nos bastidores dos camarotes vips. O que tinha de "colunistas" trombando atrás de um lugar ao sol, querendo roubar a cena uma da outra, era uma escandalo. Tava um mar de veadinhos com microfone na mão querendo mostrar serviço pros "empreiteiros" e politicos que ficam na tranquilidade dos camarotes vips, saboreando os banquetes bancados pela patuleia molhada de chuva, que, alheia a tudo, se divertia embaixo. Aquilo sim é um circo romano. Panis et circences. E o ano nem começou, como dizia minha avó!
O carnaval acabou, agora pode fazer rave.
No circo romano chamado sambodromo, as classes são divididas por castas. A plebe rude fica na chuva sambando. Na parte superior da cadeia social, nos camorotes, ficam os politicos, autoridades, empreiteiros, colunistas socias se esbofeteando por atenção, e um sequito de convidados. Todos comendo e bebendo do melhor, as custas do dinheiro do contribuinte, a plebe rude que dança na chuva. Até ai é só mais um caso de policia e sem vergonhice. O que realmente estava incomodando eram as raves com suas musicas eletronicas que rolavam no ar refrigerado dos camarotes. A musica invadia o sambodromo. Imitando o que existe de mais cafona e bossal do carnaval baiano e carioca, a nossa elite baré com sua barriga de comer farinha e seus cordões de ouro dançando com suas loiras platinadas era a imagem do mau gosto. Aquilo é um sambodromo, é um carnaval. Eta cara de pau assim só aqui.

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Compra de voto e nepotismo é uma forma de arte


"Artistas" de Manaus reabilitaram o conceito de arte no velho estilo panis et circenses.

Depois da manifestação de parte da classe artística de Manaus pela nomeação da Lívia Mendes, filha do Amazonino Mendes, atual prefeito eleito de Manaus, apesar de ser crime de nepotismo, crime combatido duramente em todos os estados brasileiros em uma tentativa de moralizar e diminuir a corrupção política no Brasil, acredito agora que a arte não tem limites e não cabe em simples conceitos concebidos por mentes medianas e simplórias. Sem entrar no mérito da competência da Lívia e das boas relações que ela tem com a classe musical, pois enfim, ela também adora cantar nos bares da cidade e quando esteve à frente da Fundação Villa Lobos, ajudou muitos músicos amazonenses a gravar discos com o patrocínio dos impostos dos cidadãos, o fato é que nepotismo é crime. E dos piores, pois é praticado desde que o Brasil é Brasil e só agora está sendo combatido fortemente em todo o país, com leis mais duras, inflexíveis e contando com a ajuda da imprensa, diga-se de passagem, para espanto de todos.
O Amazonas vive um fenômeno além da afamada leseira baré, existe uma espécie de síndrome coletiva, uma espécie de limbo moral, onde nada afeta o juízo de valor das pessoas, onde a ética pode ser loja de oftalmologista, moral junto com cívica é uma matéria escolar ultrapassada, e pimenta no dos outros continua sendo refresco. Isso é o que leva a certas classes ou grupos de pessoas a achar que podem agir arrepiando os códigos de convivência, as leis e os regulamentos que deveriam valer para todos, em qualquer circunstancia. Não se trata de fazer apologia aos valores tradicionalistas que se atem a leis e normas para usufruir melhor dos benefícios que as elites gozam, mas sim de pensar o mundo como o cantor, compositor e filosofo Renato Russo dizia em uma de suas canções “disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza”, quer dizer, a disciplina e a ordem também podem servir como instrumentos libertadores.
Um povo que reelege políticos comprovadamente corruptos, que é usado como massa de manobra nas eleições, que é manipulado sistematicamente pela imprensa conivente corrompida e corrompedora, até ai dá para entender, pois essas pessoas que votam enganadas são pessoas de pouca informação, que vivem numa situação de pobreza física e intelectual absurda. O que não dá para entender é parte da classe artística que se espera intelectualizada, fazendo movimento para apoiar direta ou indiretamente, os jogos políticos manjados dessa turminha do mal. Claro que estamos falando de uma classe artística que há anos está a serviço da arte fácil, do esquema romano panis et circenses, que vive de pires na mão, se submetendo a fazer arte menor, arte para inaugurar prédios públicos ou alegrar comícios, os herdeiros dos bobos da corte, mas bobos da corte medrosos, calados, silenciosos e submissos. A arte é muito maior do que cabe nesse pires, nessa mendicância. Falta a percepção para alguns grupos de artistas, que é obrigação do estado brasileiro incentivar e patrocinar a arte, não é um favor, não é uma moeda de troca, está na constituição e está nos nossos bolsos, porque a carga tributária paga nesse país é enorme e, portanto ela contempla esses subsídios a cultura, a arte, ao pensamento intelectual.
O artista de verdade faria um grande parangolé sobre a bestialidade que é a compra de votos, uma grande instalação para ilustrar o que seja o mau gosto do nepotismo, dançaria na chuva das mentiras da imprensa jabatirica e seguiria, como sempre, disciplinadamente, atrás da liberdade, que se esconde muito além das cortinas das vaidades dos que se auto proclamam artistas.

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

O clitóris no carnaval pós-moderno


Carnaval é uma festa ridícula feita por ridículos, mas a idéia é essa mesma, demonstrar o quanto somos ridículos na nossa vidinha medíocre, limitada e sem sentido. Acho que por isso todos se identificam tanto com a festa e acabam caindo na gandaia geral mesmo não gostando ou gostando e se sentindo ridículo. Levado por dois amigos exus que ativaram os meus exus, quando percebi estava nos arredores da Bica, a banda tradicional do Bar do Armando, que reúne o maior numero de gente feia por metro quadrado, tanto que o nome deveria ser Banda da Lua, por conta da quantidade de dragões que povoam a festa. Para não sermos esmagados pela horda de gente feia alcoolizada que tem uma idéia estranha sobre diversão, paramos em um bar da periferia da festa, com a teoria de que mingau quente a gente deve beber pela beira e soprando. Paramos no Castelinho, uma mistura de bar e casa de programa meio que rock in roll. Para nosso azar, a rua na frente do bar tinha se transformado em delegacia itinerante pela policia militar. Entre os camburões parados eles colocavam os pobres coitados que eles prendiam na banda. Muitos eram presos só pelo fato de serem pobres e feios e ainda se acharem no direito de estarem bêbados. Colocavam os caras presos, no chão, bem na nossa frente. Aquela cena tava dando mal estar, pois o mesmo sado masoquismo que fazia ir a festa, não gosta de ver alguém sendo espancado e humilhado sem defesa, no chão e na frente de todo mundo. O que chamou a atenção e roubou a cena, foi o fato que quem mais batia, dava chutes nas costas dos caras sentados e indefesos, era uma tenente da policia militar, uma morena gostosona, que era detida pelo cabo que pedia pra ela não bater nos caras na frente das pessoas. A cena bizarra acabou erotizando a macharada que tava vendo. A morena gostosona fazia tanta força pra chutar as costas dos caras que até gemia a cada chute. Todos os machos do bar ficaram olhando pra bunda dela enquanto ela torturava os presos. Tinha uns, inclusive eu, que adorariam estar levando chutes daquela morena deliciosa.
A cena acabou cansando a todos e resolvemos pegar o carro e cair fora do circo de horror, mas atravessando todo o oceano de feios que se esmagavam por um quinhão de alegria. A porra do carro tava estacionado do outro lado da praça. Nessa de atravessar o populacho, sendo esmagado, pisoteado, bolinado, melecado, duas garotas me encocharam, uma pela frente e outra por trás. Claro que a festa começou a parecer melhor pra mim. Eu nunca tinha visto nenhuma das duas bêbadas que estavam me encochando, mas tava ótimo. Meu ego estava excelente, pois naquele mar de dragões, as duas eram até bonitinhas. Fui arrastado por elas na multidão, e volta e meia paravam e brincavam de boquinha na garrafa com meu corpinho bêbado e entregue as bolinações das taradas bêbadas. Percebi que meus amigos estavam se afastando, saindo da multidão indo embora pegar o carro. Consegui me livrar das loucas e quando os alcancei, fiz a tradicional revista nos bolsos pra ver se tava tudo certo. Foi-se meu celular, cigarro e mais alguns pertences que estavam no calção. As duas gostosas meliantes tinham me roubado. Deu saudade da tenente gostosona e sua tortura sexualmente estimulante. Mulher bêbada em carnaval só se for a dos outros e de preferência sem nada no bolso.

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

O MUNDO ASSISTE À AUTODESTRUIÇÃO DE ISRAEL


A verdadeira história dessa guerra não é a que Israel está contando

29/12/2008 (Johann Hari, The Independent, UK)*

O mundo não está assistindo apenas aos crimes que Israel está cometendo em Gaza; estamos também assistindo à autodestruição de Israel.
Essa manhã, amanhã de manhã e todas as manhãs, até que termine essa matança de palestinos, o ódio a Israel só aumentará, cada dia haverá mais ódio e mais os palestinos lutarão, com pedras, com coletes explosivos, com foguetes, com palavras. Os líderes israelenses creem que quanto mais massacrem os palestinos, mais os amansarão. Já se foram esses tempos de medo, entre os palestinos. O ódio a Israel, hoje, lá, é duro, impenetrável. E os sentimentos mais primitivos, mais basais, de quem só aprendeu que viver é sobreviver em guerra, lá estarão esperando sempre, à beira da história, brutais.
Para entender o quanto é terrível ser palestino na manhã de hoje, é preciso ter estado lá, numa estreita faixa de terra à beira do Mediterrâneo, e ter experimentado na pele aquela claustrofobia quase insuportável. A Faixa de Gaza é menor que a ilha Wight. Mas lá vivem 1,5 milhão de pessoas que jamais podem sair de lá. Vivem amontoados uns sobre os outros, sem trabalho e com fome, em imensos prédios de quartos muito pequenos. Da laje superior dos prédios, vêem-se todos os limites daquele mundo: o Mediterrâneo e a cerca de arame farpado dos israelenses. Quando começam os bombardeios – como hoje, mais violentos do que nunca, desde 1967 –, não há onde se abrigar.
Começa agora outra guerra, em que se disputa o significado desses ataques de Israel, em 2008. O governo israelense diz "Nos retiramos de Gaza em 2005 e, em troca, ganhamos o Hamás e os foguetes Qassam que destroem nossas cidades. 16 civis israelenses morreram. Quantos mais serão sacrificados?" É uma narrativa plausível, com vestígios de verdade. Mas com muitos buracos. Para entender o que realmente está acontecendo e conseguir que os foguetes parem, é preciso voltar um pouco, alguns anos, e analisar melhor os prolegômenos da guerra de hoje.
É verdade que Israel retirou-se da Faixa de Gaza em 2005 – para intensificar o controle sobre a Cisjordânia. O principal conselheiro de Ariel Sharon, Dov Weisglass, disse claramente: "A retirada [de Gaza] é o anestésico. Anestesiará a situação, o suficiente para que não haja processo político ou discussão política com os palestinos. Apagamos da agenda, por longo tempo, toda e qualquer discussão sobre o pacote chamado "Estado da Palestina"."
Os palestinenses comuns ficaram horrorizados. Mais horrorizados ainda, pela fétida corrupção dos líderes de sua própria Fatah. E então votaram no Hamás. Eu não votaria no Hamás – jamais votaria em partido político com fundamento religioso –, mas... não sejamos hipócritas. As eleições foram democráticas, livres e perfeitas e não implicaram rejeição à Solução dos Dois Estados. A melhor pesquisa que se conhece, sobre tendências de opinião entre os palestinenses, feita pela University of Maryland, constatou que 72% dos palestinenses são favoráveis à Solução dos Dois Estados, conforme às fronteiras de 1967; e apenas 20% votariam pelo fim de Israel. Então, parcialmente por efeito dessa pressão popular, o Hamás ofereceu a Israel um longo cessar-fogo e aceitou, na prática, a Solução dos Dois Estados. Bastaria que Israel cumprisse o seu dever legal de manter-se dentro de suas fronteiras legais.
Em vez de colher essa oportunidade e de testar as reais intenções do Hamás, o governo de Israel reagiu brutalmente – e puniu, com genocídio, toda a população civil de Gaza. Anunciou o bloqueio da Faixa de Gaza, para "pressionar" os palestinos a revogar o resultado das urnas. Sitiaram os palestinenses dentro da Faixa de Gaza. Vedaram completamente qualquer possibilidade de contato com o mundo exterior. Racionaram comida, combustível, remédios – para impedir que sobrevivessem. Nas palavras de Weisglass, os palestinenses de Gaza estavam sendo postos "em dieta". A Oxfam denunciou que só foram autorizados a entrar em Gaza 137 caminhões com alimentos, em dezembro. Para alimentar 1,5 milhão de pessoas. A ONU e já declarou repetidas vezes, que a miséria em Gaza já alcançou "níveis sem precedentes".
Na última vez que estive em Gaza, já sob sítio dos israelenses, vi hospitais mandando doentes de volta para casa, porque não havia nem remédios nem aparelhos para atendê-los. Vi crianças revirando o lixo, pelas ruas, à procura de comida.
Nesse contexto – sob sentença de morte coletiva, sob ataque genocida, urdido para gerar efeitos de golpe de Estado e derrubar um governo democraticamente eleito –, então, alguns grupos dentro de Gaza adotaram solução imoral: puseram-se a bombardear, com foguetes Qassam, de quintal, indiscriminadamente, cidades israelenses. Nesses ataques, mataram 16 cidadãos israelenses. É crime. Matar sempre é crime. Mas é hipocrisia que, hoje, o governo israelense fale de defender a segurança de seus cidadãos, depois de ter passado anos assassinando civis. Depois de ter feito, do assassinato, a única política de Estado, em Israel.
Os governos dos EUA e alguns governos europeus têm fingido que não sabem disso. Dizem que não se pode exigir que Israel negocie com o Hamás, enquanto o Hamás não suspender os ataques com foguetes Qassam. Mas exigem que a Palestina negocie, apesar do sítio, apesar do bloqueio, apesar da brutal ocupação militar na Cisjordânia.
Antes de que tudo se apague no abismo dos esquecimentos construídos, lembremos que, semana passada, o Hamás propôs um cessar-fogo, em troca de alguns compromissos básicos e aceitáveis para Israel. Não precisam acreditar só em mim.
A imprensa em Israel noticiou que Yuval Diskin, atual chefe do Shin Bet, serviço interno de segurança de Israel, "informou ao governo israelense [dia 23/12] que o Hamás está interessado em manter a trégua, com apenas pequenas modificações nos termos do acordo." Diskin explicou que o Hamás desejava duas coisas: o fim do bloqueio de Gaza e que Israel parasse com os ataques na Cisjordânia. O gabinete – acometido de febre eleitoral e interessado em mostrar-se 'durão' aos eleitores – rejeitou tudo.
O núcleo duro da situação foi bem claramente exposto por Ephraim Halevy, ex-chefe do Mossad. Diz que, embora os militantes do Hamás – como boa parte da direita israelense – sonhem com varrer do mundo os adversários políticos, "eles já perceberam que esse objetivo ideológico não é viável e não será viável no futuro próximo." Então, "estão prontos a aceitar um Estado da Palestina, nos limites das fronteiras de 1967." Os militantes do Hamás sabem que isso significa "que terão de adotar um caminho que provavelmente os afastará de seus objetivos iniciais" – e levará a uma paz estável, sob acordo difícil de romper por qualquer dos dois lados.
Os 'do contra", dos dois lados – de Máhmude Ahmadinejad do Iran, a Bibi Netanyahu, de Israel – ficariam marginalizados. É a única via possível que ainda pode levar a paz. E é a única via que não interessa ao atual governo de Israel. Halevy explica bem: "Por razões que só interessam ao atual governo de Israel, não interessaria a Israel aceitar o cessar-fogo e convertê-lo em início de um processo de negociação diplomática com o Hamás."
Por quê? O governo de Israel quer a paz, mas só se for a paz imposta por Israel, nas condições que Israel determine e que sempre implicarão que os palestinos sejam definidos como derrotados. Assim, Israel poderá manter, do "seu" lado do muro, os cadeados que fecham a Cisjordânia. Assim, Israel poderá controlar as maiores colônias e o suprimento de água. Assim, a Palestina será dividida (e caberá ao Egito a responsabilidade sobre Gaza) e a Cisjordânia, com a espinha dorsal partida, ficará isolada. Qualquer tipo de negociação cria riscos para o sucesso desse 'plano': Israel sempre terá de ceder mais do que deseja ceder.
Ao mesmo tempo, qualquer paz imposta deixará de ser confiável: e continuarão a chover sobre Israel os foguetes da fome que gera ódio.
Se quer obter real segurança para os israelenses, o governo de Israel, mais dia menos dia, será obrigado a negociar com os palestinos que hoje Israel está matando; terá de obter deles alguma solidariedade e alguma compreensão. E Israel dependerá disso, para continuar existindo.
O som dos incêndios de Gaza pode ser silenciado pelas palavras de um escritor israelense, Larry Derfner. Diz ele: "A guerra entre Israel e Gaza é guerra inventada por Israel. A decisão de pôr fim à guerra não cabe ao Hamás. Cabe a nós. Cabe a Israel."

Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Manual para emprenhar urna eletrônica II


A mesma Policia Federal do Lula que apontou o vereador Ari Moutinho por corrupção na operação de nome esquisito, chamada Operação Albatroz, detectando que a certidão expedida pela Junta Comercial do Amazonas (Jucea) revela que uma das empresas envolvidas no suposto esquema de superfaturamento de obras públicas do Estado pertence ao vereador Ari Jorge Moutinho da Costa Filho, homem de confiança do governador Eduardo Braga, que em três anos faturou do Estado mais de R$ 100 milhões, também acusa e prova roubalheira nas eleições municipais para Manaus feitas pelo grupo do candidato Amazonino Mendes. O TRE do Amazonas absolveu Amazonino das acusações desconsiderando as provas. O atual presidente do TRE é o Desdor. Ari Jorge Moutinho da Costa, pai do vereador acusado. Saiu a sentença inocentando Amazonino, no dia seguinte veio a paga. Eduardo Braga nomeia para cargo vitalício e de confiança de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, nada menos que o vereador acusado de corrupção. Em resposta, o deputado federal Praciano entra na justiça com o pedido de impugnação da nomeação.
O Amazonas está sendo jogado de volta a Idade das Trevas. Uma imensa nuvem negra de gafanhotos famintos está se aproximando dos escalões do poder, renovando a sede pela “coisa” publica. A bancada dos apresentadores de televisão, todos do mesmo grupo, tomando posse em 2009, formará o quadro perfeito para a instalação da maior operação de controle de um estado da união por uma única força política, que usa métodos ilegais para se perpetuar no poder. O golpe está se fechando. Todas as esferas de poder estão contaminadas e gerenciadas pelo mesmo grupo. Desde a imprensa local, que só da voz a quem paga mais, até o judiciário, que quando não é do esquema, silencia para não se comprometer. Esse grupo que opera na região a 20 anos, voltou mais fortalecido. A de se pensar em uma intervenção federal, pois as instituições do estado do Amazonas estão sem forças para combater esse ataque a democracia. A sociedade civil organizada pode se mobilizar e fazer frente a esse esquema maléfico, propagando informações sobre o movimento de todos eles. Vamos resistir a isso. Mandem emails para criarmos uma onda de informação contra essa gang. Bom ano para todos apesar da nuvem negra do horizonte.

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

A Touca do Noel


O natal sempre dá um bode preto. Toda pessoa que faz algum tipo de reflexão histórica, filosófica, empírica sobre a vida, acha o natal uma festa vazia, imposta por culturas alienígenas e completamente sem sentido. A cultura consumista que envolve a data é tão alienante que muita gente simplesmente odeia o natal. Eu sou um. Porém resolvi não mais me importar com isso. Resolvi que não vou mais me incomodar quando a povo elege de novo políticos corruptos, quando o juiz erra sempre pro time mais poderoso, tipo São Paulo, quando a coisa acaba quando a festa esquenta e quando a gostosa sai com o cara que tem a coisa, e principalmente me importar com datas chatas que enchem o saco, tipo, natal e dias dos namorados. A solução encontrada é cair na gandaia também, festejar como todo mundo. Só que do meu jeito. Então pensei em uma festa pré natalina chamada “A Touca do Noel”. Seria uma espécie de esquenta pro carnaval, onde só entra quem vai de touca de Papai Noel, solamente, mas sem a obrigatoriedade de ir solamente de touca. Convidaria o aniversariante para fazer as honras na porta, mas sem os pregos e a cruz, festas heavy metal são chatíssimas, o máximo que ele poderia trazer da sua triste indumentária seria seus panos de bunda. Também não teria guirlandas, pois não consigo imaginar nada mais cafona que guirlanda. Ohhhh coisa feia é guirlanda. Luzes pode. Luzes é legal. Tai uma coisa que gosto do natal. As luzes. Agora o que não vai ter mesmo são as musiquinhas de natal. Ahhhhhhh...essas nemmmmmmmmm. A música para saldar amigos é com certeza, um bom samba. Tai uma coisa que realmente não pode faltar em uma festa de natal das boas: samba e amigos. Os bons e velhos amigos. No mais, tudo é dispensável, inclusive o pior de todos os itens banalizantes do natal, o tal do presente. O natal, essa festa não festa, deveria ser tudo, menos presente. Natal é o passado e o futuro, não o “presente”. Portanto é uma data pra nêgo festejar os amigos do passado e tornar possível ter mais amigos futuros. No mais, o lance é ir pra Touca do Noel.

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Madonna é um lixo


Por Régis Bonvicino

O jornal escrito é o único veículo, na mídia, que abriga – heroicamente – a resenha de um livro, de um trabalho musical, de uma exposição de artes plásticas, de uma encenação de uma peça de teatro no Brasil, com regularidade. Caetano Veloso aponta, há muito tempo, uma contradição na abordagem das resenhas, com pertinência. Seus autores se inspiram na Escola de Frankfurt e, em especial, no filósofo Theodor Adorno (1903-1969). Os jornalistas posicionam-se, em seus textos, contra a indústria cultural – um conceito criado por Adorno – em territórios industriais, como o próprio jornal. Caetano classifica como inautêntica e pop essa crítica que, utilizando-se de conceitos eruditos, julga negativamente produtos produzidos para o mercado, num “lugar” eminentemente comercial.
Acossados pela televisão, e agora pela internet, os jornais reduziram drasticamente seus espaços para as resenhas – cada vez menores. Vale destacar que três deles (O Estado de S. Paulo, O Globo e a Folha de S. Paulo) constituem os principais veículos do país, ainda, de qualidade. E que sobreviveram a várias etapas da Revolução Industrial, o que revela sua força. Caetano propõe um impasse: um produto industrial merece uma resenha industrial. Mas, elas já o são! Citar Adorno é usar argumento de autoridade ante o exíguo espaço. Deste modo, as resenhas usam – na maioria das vezes – argumentos de autoridade para elogiar ou atacar o objeto resenhado. O que lhes falta é análise do objeto, o que demanda muito mais linhas do que o permitido. Não existe crítica sem análise. Essa guerra entre jornais, internet e televisão esvaziou a crítica no Brasil. Outro fator que a liquidou foi a desregulamentação da economia: o anything goes (“qualquer coisa serve”), que influenciou todas as áreas de atividade, inclusive a cultura de massas, conseguindo esta o feito de piorar. Não há mais “indústria cultural”, mas, indústria do entretenimento. O capitalismo não admite crítica. A própria obra de Caetano Veloso sentiu os efeitos dessa desregulamentação, embora o que ele tenha composto nos anos 1960 e 1970, e algumas coisas depois, o torne o maior songwriter brasileiro dos últimos quarenta anos, ao lado de Jorge bem Jor – um cerebrino, e o outro intuitivo.

Sinais de calvície

Madonna é milhões de vezes inferior à sua conterrânea Janis Joplin (1943-1970). Dez mil vezes inferior à canadense Diana Krall. Dez mil vezes inferior à compositora e cantora Amy Winehouse. Não chega aos pés de Maria Rita, Bebel Gilberto ou Fernanda Takai, do Pato Fu. O desaparecimento da crítica e da “indústria cultural” permitiram a existência de Madonna. Aliás, não há crítica que consiga enfrentar o poder corruptor da indústria do entretenimento. Madonna tem fãs e não ouvintes. O flanco histérico de sua voz – fino e irritante, mais adequado às torturas praticadas por Bush em Guantánamo – não permite que ela seja ouvida. Fãs assinam contratos de adesão com seus ídolos. A maioria das pessoas não tem vontade autônoma, um conceito jurídico criado para apoiar o laissez faire econômico da Primeira Revolução Industrial – hoje superado. Madonna é, segundo a teoria do direito atual, a onerosidade excessiva concorrente à assinatura de um contrato, que, por isso, pode ser rescindido. Ela é um banco, que cobra juros sobre juros de seus clientes, no cheque especial.
Quando ela apanha sua guitarra, Jimi Hendrix (1942-1970) se revira no túmulo. As letras de suas canções – um gênero já extinto inclusive aqui no Brasil (Zeca Baleiro é uma caricatura do Caetano dos anos 1960-70) – são dolosamente vagas. Exemplo: “I’ve had so many lives/ Since I was a child/ And I realise/ How many times I’ve died/ I’m not that kinda of guy/ Sometimes I feel shy/ I think I can fly/ Closer to the sky” (Tive muitas vidas/ desde menina/ Percebo/ quantas vezes eu morri/ Eu não sou aquele tipo de pessoa/ Às vezes sinto-me tímida/ Penso que posso voar/ Mais próxima do céu”). Lembram-se de “Yer Blues”, dos Beatles? Madonna é a diluição adúltera de tudo. Sua coreografia imita a do inovador Michael Jackson, de “Thriller”. Seus “versos” constituem-se em frases de efeito: “If you don’t like my attitude, then you can fuck off” (Se você não gosta do que faço, foda-se). Seu engajamento político resume-se, por exemplo, a mandar Sarah Palim, durante a campanha de 2008, “se foder”. Bob Dylan treme. Seu vocabulário tem umas cinqüenta palavras. Madonna já apresenta sinais evidentes de calvície. O diastema nos dentes incisivos superiores conferiu-lhe um ar de garota sexy e perversa, quando jovem. Hoje, isso a faz parecer uma bruxa. Sua forma física, e não sua beleza de butique, persiste. Não à toa sua primeira filha, Lourdes, é produto de seu relacionamento amoroso com seu antigo treinador. Ela é a cantora das academias. É o teatro de revista, sem humor. E sem pernas bonitas. No cinema, fez o papel de Evita (1919-1952), a mulher do caudilho argentino corrupto Juan Domingo Perón (1895-1974), papel que, aliás, Madonna ainda segue. Evita, morta aos 33 anos, desperta até hoje em muitos um culto mórbido pela sua pessoa, com visitas diárias de milhares de pessoas ao cemitério da Recoleta, em Buenos Aires. O caudilho/gigolô é a indústria do entretenimento, que lhe rendeu fortuna de meio bilhão de dólares.
Li, em algum lugar, que exigiu oito Audis para se locomover no Rio e em São Paulo. Li, na coluna de Sonia Racy, em O Estado de S. Paulo, que Sticky & Sweet (Melada, de esperma, e Doce) – título de sua turnê – é a maior da “história do rock”, deixando “os shows dos Rolling Stones no chinelo”. Ora, os Stones são os Stones. Redefiniram o próprio rock entre 1968 e 1972, além de brilhantes trabalhos anteriores e posteriores. Madonna é a ostentação pela ostentação, sem qualquer nível artístico. É oca por dentro, com o perdão da redundância. Um batalhão de designers projetou o figurino do palco. Ela é o palco sem Mick Jagger ou Maria Rita ou Fernanda Takai. Ela e sua banda usam 69 guitarras ao longo da apresentação. Bastaria um playback. Na verdade, e digo na verdade, Madonna representa o supercapitalismo norte-americano de Richard Nixon, Ronald Reagan, de George Bush, pai e filho, que, elitista e financeiro, sucumbiu numa depressão. Madonna é o destempo. Caetano elogiaria seu show, em virtude de seu enorme sentimento de culpa, que o transformou num patrocinador de idiotas, ao longo de sua carreira.

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

A guerra do niobio na terra das raposas


Uma breve explicação sobre a guerra do nióbio em Roraima e porque tanta ONG estrangeira está na parada na disputadíssima Raposa Terra do Sol. A conversa do arroz é cortina de fumaça para encobrir as verdadeiras causas dessa confusão toda, que envolve índios que só falam inglês e seus Toyotas, e latifundiários plantadores de arroz que ocupam 1% da pretensa reserva, e por trás o dinheiro farto do Grande Pai Branco bancador de ONGS. Em agosto de 2005, um ex-conselheiro do presidente norte-americano Ronald Reagan disse, em entrevista ao jornal The Australian que, se por um motivo qualquer, houvesse uma repentina venda maciça de dólares, a Grande Depressão de 1929 pareceria um piquenique. Para se ter uma idéia, o volume de dólares fora dos EUA é cerca de quatro vezes o PIB daquele país. Parecia profecia, agora em 2008, quebra Wall Street. Em tal situação, os dirigentes da oligarquia mundial, entre eles Warren Buffett e George Soros, dois dos maiores donos de ativos financeiros do mundo, vêm transformando sua riqueza financeira em riqueza real, adquirindo ativos reais, como terras, bens de produção (indústrias e máquinas) e minerais preciosos. Dominar todo o processo produtivo, desde a extração ou a fabricação de matéria-prima ao produto final, depois sua comercialização, no atacado e no varejo, pelo menos de todos os bens mais importantes para a vida moderna é o sonho dourado das grandes oligarquias transnacionais. Assim, espertamente compram terras, bens de produção e avançam sobre o domínio da exploração, extração, manipulação e comercialização do universo das matérias primas, incluindo os minerais. “Montam” fundações para injetar fortunas que alimentam ONGS para fazer o front do Neo-Colonialismo Ambiental, para encobrir seus reais interesses. Por isso a corrida pelo dinheiro farto oriundo dessas fontes, inclusive até o governador do Amazonas, conhecido aliado do Amazonino, virou grão mestre da ecologia.
Roraima não está sob disputa à toa, dentro desse quadro. Sob o solo daquele Estado, especialmente nas reservas indígenas, estão as maiores reservas de minerais preciosos e estratégicos do mundo - todos de qualidade excepcionalmente boa. Há ouro, diamante e Nióbio. O Nióbio é importante para a indústria aeronáutica e aeroespacial, bem como para a construção de dutos pelos quais podem ser transportados água, petróleo e suas variantes a grandes distâncias. Ele reforça o metal e cria uma superliga de grande resistência à combustão. Por isso é usado em turbinas de avião, por exemplo. É também um supercondutor, quando resfriado. Com a progressiva crise do petróleo, os reatores atômicos voltaram ao jogo energético global. E uma nova era de reatores atômicos está para começar com a construção do ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor) na cidade francesa de Cadarache, e que deverá entrar em operação em 2015. Ele funcionará com fusão nuclear, como o Sol (ao contrário da geração anterior, que usa fissão e que, como resultado, produz lixo atômico). É aí que entra o Nióbio, usado pra revestir o reator. Se a técnica da fusão nuclear for dominada, a era do petróleo finalmente terá chegado ao fim, no planeta. Segundo o principal conselheiro científico da Grã-Bretanha, sir David King, quando o projeto for posto em prática, haverá um grande mercado para o Nióbio. Em 1801, o químico inglês Charles Hatchett descobriu numa amostra de minério extraído na região americana da Nova Inglaterra, e deu-lhe o nome de colúmbio. Em 1844, o alemão Heirich Rose distinguiu no colúmbio dois elementos distintos, e chamou-os tântalo e nióbio. O nome colúmbio, no entanto, continua a ser usado pela indústria metalúrgica americana para designar o nióbio. Os ingleses no começo do século 19, incentivaram uma disputa por terras indígenas na fronteira Brasil e Guiana Inglesa, dividindo o povo Macuxi. Alguns ficaram do lado inglês. Daí o escritor Mario de Andrade criar o personagem do índio vendido Macunaíma. Nessa disputa “pra ajudar os índios”, os ingleses avançaram suas fronteiras até o Monte Roraima, onde começam as jazidas de nióbio. O buraco é bem mais embaixo e não é na linha do horizonte que se encontram o olho da disputa. A guerra étnica na qual querem envolver a população brasileira, levantando questões de forma torta e vesga, tendenciosa e separatista, e apoiada inocentemente ou de má fé por ambientalistas sem conhecimento profundo das coisas que ocorrem a mais de um século naquela região, pode criar um efeito desastroso para as causa indígenas justas, e resvalar em causas ambientais e ambientalistas igualmente justas. Muita coisa está em jogo nessa disputa, que não é por índio nem por arroz. O fato é que tem mais ONG naquela região do que índio. No sertão do Cariri não tem uma. Definitivamente o termo raposa serve pra região, que me desculpem as raposas, tadinhas.

Sábado, 22 de Novembro de 2008

Mamelucos ameaçados de extinção


Michael Jackson, cantor americano, ex macho e ex negro, se converteu ao islamismo por andar muito deprimido. O islamismo é considerado por alguns uma religião que abriga homens bombas e as etnias não brancas. Essas estão muito bem alojadas nas religiões judaico-cristãs. Não se sabe por que um neo-branco se converteria ao islã. Talvez seja porque desde criança ele sempre quis ser diferente ou talvez porque nos paises islâmicos homem possa andar de vestido e mulheres de burka. Dizem que sua depressão é porque ele não entende como um negro qualquer chegou à presidência dos USA. Se ao menos fosse a Diana Ross. Enquanto isso, nós aqui, comedores de jaraqui, moradores da Amazônia, paraíso das ONGS e dos ambientalistas criados em cativeiro, do dinheiro fácil oriundo dos cofres generosos do neo-colonialismo ambientalista, estamos como o Michael Jackson, vivendo uma crise de identidade. Tudo por causa das maravilhosas e fáceis soluções étnicas encontradas pelo governo brasileiro para qualquer tipo de problema. Inventaram cotas para tudo, obrigando a pessoa se declarar alguma coisa. Para entrar em universidade publica federal sem estudar basta se declarar negro. Uma amiga minha de Curitiba, caucasiana, filha de pais alemães, que trabalha nessas instituições ambientalistas, já se declarou negra. Avisei pra ela que aqui na Amazônia era melhor ela se declarar indígena por causa da Bolsa Floresta, aquela que impulsiona o caboco a ficar na rede enfiando peido em cordão pra não pescar jaraqui nem matar cobra e mostrar o pau. Ela alegou que como negra pode dançar mais a vontade no Tambor de Crioula, muito na moda entre as ambientalistas new-hippies caucasianas oriundas de universidades do meio-oeste paulista.
A solução étnica para problemas indígenas produzidos e inventados pelos brancos na região amazônica é uma idéia de dominação simplória excelente. O grande jabá branco oriundo do Neo-Colonialismo Ambiental prega a discórdia étnica entre os nativos, jogando de piruada dinheiro obtido sabe-se lá onde. Talvez da venda de armas que alimentam as guerras tribais na África. Basta qualquer um se declarar índio para receber privilégios e furar a fila dos “normais”. Tem até índio loiro do Arkansas se candidatando a latifundiário indígena. Acredito que em um futuro próximo, espremidos pelos latifúndios indígenas ao norte e brancos ao sul, os mamelucos descendentes dos soldados da borracha e das índias deliciosas da época em que elas andavam nuas pela selva e não em cima de carro alegórico de boi-bumbá, vão ter que se mudar para algum lugar remoto. Os cabocos da região tem que se unir em uma luta companheira e fundar um partido ou uma ONG para defender seu direito a vida. Sugiro a criação de uma organização não governamental sem fins lucrativos e de cunho exclusivamente assistencialista sem necessidade de prestar contas, chamada MAMANDO - Mamelucos Manjados Dominando – e como bandeira de luta exigir do grande pai branco desconhecido que banca ONGS, uma terra prometida, aos moldes dos judeus, para dar continuidade à raça mameluca, uma ilha longinqua no meio do Atlântico, talvez Abrolhos, afinal ela está desocupada. Basta pedir permissão dos ambientalistas das ONGS gringas com nomes estranhos que controlam a região. Mas isso fica pra depois, é detalhe.
A luta continua companheiros.

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

A luz que vem da ayahuasca


Ayahuasca, nome quíchua de origem inca, refere-se a uma bebida sacramental produzida a partir da decocção de duas plantas nativas da floresta amazônica: o cipó Banisteriopsis caapi e folhas do arbusto Psychotria viridis. É também conhecida por yagé, caapi, nixi honi xuma, hoasca, vegetal, Santo Daime, kahi, natema, pindé, dápa, mihi, vinho da alma, professor dos professores, pequena morte, entre outros. O nome mais conhecido, ayahuasca, significa "liana (cipó) dos espíritos". Utilizada pelos incas e também por pelo menos setenta e duas tribos indígenas diferentes da Amazônia. É empregada extensamente no Peru, Equador, Colômbia, Bolívia. No Brasil faz parte do ritual de varias seitas. Acreditando na possibilidade de que só se pode ser feliz pagando mico, fui a uma sessão ritualística que tem como pratica uma nova forma de beber a ayahuasca, santo daime ou o nome que se queira dar a bebida. Um amigo, o Raymond de Sá, o Bárbaro, trouxe de Brasília, da mística região do Vale do Amanhecer, uma seita nova, uma forma diferente de beber a infusão. O ritual começou com a velha e ordeira fila para beber o chá, recebemos um copo cheio de uísque com quatro pedras de gelo feito de ayahuasca, ficamos todos de pé, esperando bater. Depois de uns quinze minutos de silencio profundo, quando a lombra estava começando a entrar, começou a tocar uma musica, uma espécie de mantra, baixo e suave e foi aumentado gradualmente. A música era assim “ ado, ado, ado, cada um no seu quadrado...ado, ado, ado, cada um no seu quadrado”. Enquanto cantávamos, uma força estranha se apossou de todos nós e começamos uma dança ritualística parecida com o funk carioca, onde cada um devoto dava um passinho pra frente e um passinho pra trás e ia até o chão rebolando, sempre cantando o mantra “ado, ado, ado, cada um no seu quadrado”.
Meia hora depois eu estava me sentindo ridículo. Foi então que bateu a viagem mística. Sempre no fim, as coisas parecem ter a forma que sempre tiveram e que deveriam parecer ter sempre. Nos últimos dias do inverno febril a luz adquire o péssimo hábito de pousar em cima dos objetos ocultos libertando as abjeções, despertando a velha fome de viver. Essa mania de querer morrer mesmo amando a vida, essa eutanásia deliberadamente feliz, essa boca cheia de sede que me suga as noites quentes do mesmo velho e antigo verão úmido de grandes lábios suculentos, essa vontade de ver atrás da porta verde um deus que nem acredito existir, tudo isso me impulsiona para experiências próximas da canalhice, do charlatanismo. Viver de verdade é perder o medo de ser ridículo, portanto, quando abri o olho novamente, lá estava eu atrás de uma bunda linda que pertencia a uma gatinha ambientalista estilo new hippie que trabalha em ONG, dançando e cantando...”ado, ado, ado, cada um no seu quadrado...ado, ado, ado, cada um no seu quadrado”.
Essa experiência mística mexeu profundamente comigo, acho que finalmente a porta verde se abriu, as coisas ficaram um pouco mais claras, algum significado para justificar a vida emergiu dentro de mim enquanto eu olhava para aquela bunda, dançando e cantando “ado, ado, ado, cada um no seu quadrado...ado, ado, ado, cada um no seu quadrado”. Percebi que se fosse continuar nessa seita, não poderia ser um simples devoto, teria que ter um franchise para poder me auto proclamar mestre. Mestres ficam sentados só olhando as bundas dançantes, uma posição privilegiada e mais adequada para um cara de quase cinqüenta anos como eu. Esse lance de ficar rebolando até o chão, mesmo dopadão, deu uma piorada na minha lordose. Ainda bem que a garota da bunda linda tinha feito curso por correspondência de massagem tailandesa e está dando a maior força aqui em casa, cozinhando, lavando e passando a minha roupa e de vez em quando me dando uma sapecada, cantando “ado, ado, ado cada um no seu quadrado...”. Dei um tempo na Dalila, minha boneca inflável.
Tirando o grão de bico e o gergelim, estou comendo bem, graças a deus!

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Manual para emprenhar urna eletrônica


Talvez por abrigar o pólo industrial eletro eletrônico e ser a terra do afamado Boto Tucuxi, político conhecido por emprenhar urnas, que no Amazonas se desenvolveu a única escola tecnológica de engravidar urna eletrônica.
Não é usando craker, hacker ou coisa do gênero. O esquema é muito simples. Caciques políticos donos ou concessionários de empresas de comunicação inventam um programa populesco assistencialista evangélico e/ou policialesco de baixo nível, que às vezes até prende algum pobre miserável ladrão de galinha, como se tivesse poder de policia, para expô-lo na televisão, como brinde, para outros pobres miseráveis eleitores ver, no bom estilo mundo canis, distribuem ranchos e fazem campanha política eleitoreira ilegal, durante o ano todo, para depois se candidatar a algum cargo no legislativo ou executivo para trabalhar como uma matilha de lobos, em benefício próprio.
Essa técnica de assalto dos cargos públicos começou pelo conservador e direitista estado do Paraná e se alastrou pelo resto do Brasil e era conhecido como o “golpe do narco apresentador”, talvez porque narcotiza a consciência cidadã das camadas mais pobres da população.
Quando uma empresa de comunicação se especializa em fazer política partidária, esquecendo que ela tem obrigações e normas para poder funcionar, desafiando o conceito de democracia dentro de um grupo social, abre-se o caminho para estados de exceção, de estupro das instituições que fundamentam um estado democrático. Aqui nas terras barés a coisa evoluiu para um esquema muito mais sofisticado. Virou um negócio de família que rapidamente se transformou em algo de escala industrial. Tem peça de reposição, refil e tudo. Entra um para a câmara dos vereadores, depois sai no meio do mandato e se candidata para outro cargo para em seguida eleger com a exuberância dos seus votos, um filho, um irmão, uma esposa ou um sócio da igreja. Se tirar foto de uma sessão da câmara parece álbum de Família Soprano. Assim tomam de assalto todos os postos públicos, começando pelo legislativo e se alastrando para o executivo. Claro que com a conivência do judiciário, que apesar de saber que essa prática não é contra lei, fica estranhamente silencioso assistindo essa modalidade “legalizada” de atentado contra a democracia.
Os partidos políticos servem somente de fachada para abrigar essas figuras que saem das sombras, pois na verdade o esquema é empresarial. A bancada dos apresentadores, que usa esse golpe, está se solidificando como um esquema em larga escala, aos moldes da Máfia. Antes eram universidades, partidos políticos, sindicatos, etc., que fabricavam candidatos a vida pública, agora eles aparecem como gafanhotos vindo direto dos estúdios das redes de rádio e televisão, fazendo jornalismo denuncista e assistencialista de quinta categoria, verdadeira campanha eleitoreira tendenciosa beneficiando certos caciques políticos e ao arrepio da lei prejudicando outros, cometendo crime eleitoral, e esses the boss saem para cargos majoritários plantando, definitivamente, o ovo da serpente em todas as esferas do poder e com larga margem para a corrupção, pois quem deveria fiscalizar é sócio no negócio. E o eleitor com cara de leso vendo o plano todo se concretizando. Não adianta urna eletrônica se não fizer reforma na lei eleitoral, proibindo essa prática descarada de arapuca contra as instituições básicas para o funcionamento de um estado de direito democrático.
Nessa eleição mais algumas crias dessa modalidade de golpe contra a democracia conseguiram se eleger. Se vacilar, mais da metade das cadeiras disponíveis estão embaixo da bunda da quadrilha. Eles saem do mundo virtual para o mundo real, do dólar, do euro... e deixam a coitada da urna eletrônica grávida, mãe solteira. Nem teste de DNA vai identificar quem é o pai, e no fundo, estamos todos órfãos, principalmente a camada mais pobre da população que é usada descaradamente no golpe.
Viva o Brasil! Viva a pátria que pariu!!

Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Meninos que brincam com bonecas


Apesar de acreditar cegamente no que dizem as igrejas evangélicas apocalípticas dos santos dos últimos dias, nos cientistas ambientalistas fundamentalistas e sua teoria do caos e até no que diz meu intestino quando eu bebo leite, não acreditei quando o Correio veio entregar minha boneca inflável nova. Logo eu, uma pessoa crédula, que acredita em tudo, desde políticos em época eleitoral, em mulher e em Papai Noel, duvidei que fosse verdade. Enfim, minha boneca inflável ultimo tipo chegou. Embora empenada por conta do calor dentro da embalagem, culpa do aquecimento global.
Tudo na vida é substituível, é reciclável, e na pós modernidade, tudo o que demorar por mais de duas horas é velho, antiquado, ultrapassado. Na lógica da pós modernidade o intervalo de duração entre o que é novo, moderno, atual, e o que é antigo, velho, ultrapassado, é muito curto. Em um piscar de olhos você dorme Angelina Jolie e acorda Hebe Camargo. Tudo é ligeiro, apressado, instantâneo que nem leite e expresso que nem café.
Gosto de me pensar uma pessoa conservadora, que acredita em certos valores, como família, tradição, propriedade, e em bens confiáveis, tais como a durabilidade dos cosméticos, da necesset, da polchete e do lap top. Portanto não foi por influência do comportamento contemporâneo pós moderno que tomei a decisão de trocar de companheira, e sim porque a minha antiga parceira estava desgastada, esgarçada, estropiada e toda cheia de buracos de cigarro depois de tantos anos de uso. Uma lástima. Aquele ar de indiferença típico de nova-iorquino, aquela boca eternamente aberta (estou falando da boneca inflável), me levavam a loucura. Toda vez que eu acabava de dar uma sapecada nela e perguntava à clássica “Você gozou?” e vê-la silenciosa com a boca escancarada e olhar blasé, isso me irritava profundamente.
Essa boneca nova é diferente. Ela tem vida própria, personalidade, caráter e está inserida na consciência ambientalista politicamente correta do mundo pós moderno. Ela é toda feita de silicone reciclável, retirado das bundas e peitos de travestis e peruas mortas que doaram seus órgãos em um gesto final de consciência neo ambiental. Ela é toda ajustável, não é uma desajustada como as ultimas namoradas que tive. Se quiser eu posso aumentar o peito e diminuir a xota ou vice-versa, ela fala coisas que eu gosto de ouvir, ou não. Se quiser posso até programá-la para mentir, como toda mulher, e falar que tenho pau grande, que sou gostoso e algo mais.
No próximo workshop sobre meio ambiente que eu for, em algum balneário charmoso, longe da pobreza e mais perto do glamour que esses eventos são cercados, vou levar minha boneca nova para apresentá-la para a sociedade cientifica. Como esses encontros geralmente são perto da orla marítima, vou testar mais uma qualidade da minha bonequinha. Diz no folheto do site de venda on-line que ela vira sofá cama e serve de salva vidas. Isso para o caso de não ter cama nos hotéis, ou para o caso de que alguma profecia sobre o fim do mundo apregoado pelos ambientalistas se concretizem. Afinal perto do mar pode ser que venha algum tsunami gigante. Para esperar que algo de novo aconteça no reino dos workshops ambientalistas, vou bebendo tsunamis de cerveja mesmo, na excelente companhia da minha nova namorada hi-tech. Nunca se sabe, né não?!

Delírio paranóico de sequelado xenófobo



Os USA reativaram a Quarta Frota da Marinha de Guerra, que se encontrava desativada desde o fim da guerra fria. Afinal os cucarachos do sul não tinham como reagir ao controle político da maior e mais armada potencia atômica do mundo, pensavam eles. Esse foi o evento deflagrador que desencadeou os meus delírios paranóicos, e de acordo com eles, existem vários motivos para a reativação desse aparelho de guerra.
Motivo um. A Venezuela, um dos maiores fornecedores de petróleo para os ianques, com o Hugo Chaves no poder, mantém uma política anti-americana, insuflando outras republicas bananeiras a fazê-lo. Anda comprando AK-47 da Rússia para derrubar os helicópteros Apaches ianques armados com mísseis. As crianças palestinas tentam com baladeiras e fundas, sem muito sucesso. Com a desculpa de combater o narcotráfico e as FARCS na Colômbia, o presidente Uribe, maior baba ovo da política externa gringa na região, vai provocar o Chaves, ele engole e reage, ai entram os porta aviões e os marines americanos para proteger seus aliados, através do Caribe, fincando a primeira bota na Amazônia, alvo principal, e de quebra, pressiona a Venezuela com sua imensa reserva de petróleo. O Chaves convidou a Marinha Russa para dar um passeio pelo Caribe, pegar um solzinho, os russos são muito pálidos. O convite foi prontamente aceito, lógico, afinal, na crise da Geórgia, os americanos entraram com navios de guerra no Mar Negro, em uma clara provocação aos russos. Eles vem para dar o troco. Já chegou ao Caribe o imenso porta aviões “Pedro, O Grande”, o maior da frota russa. O cenário está ficando bom para uma guerra relâmpago e intervenção longa.
Motivo dois. O governo Lula através da Petrobrás, descobriu reservas imensas de petróleo fino, de primeira, no pré sal brasileiro, no Oceano Atlântico Sul, que os ianques afirmam categoricamente ser quintal da casa deles. Esse é um grande motivo, e todos nós sabemos o que eles são capazes de fazer por petróleo. Vide Iraque. A cultura americana do “todo homem precisa ter um carro”, é construída nessa verdade inventada que cheira a gasolina e é a principal causa do aquecimento global, não o desmatamento na Amazônia, como dizem alguns pilantras ambientalistas.
Motivo três e que desencadeou a fome americana de ocupar de vez o que ela acha que é seu quintal. O capitalismo selvagem, respaldado no neoliberalismo na casa alheia é um luxo, quebrou que nem o Muro de Berlim. A gandaia das instituições financeiras, que a anos chafurdam na grana do mundo todo, sem produzir um prego sequer, vivendo só do vampirismo da especulação, parece estar com os dias contados, para o pesar da Miriam Leitão, do Diogo Mainardi e do Arnaldo Jabour, que juravam até ontem que o capitalismo era o moderno e que o socialismo era coisa de chato retrogrado. Privatizaram o lucro e agora querem socializar o prejuízo.
Motivo quatro e principal motivo. No caminho para o pré sal, no mar do sudoeste brasileiro, com o argumento de que só vão fazer pesquisas, a Quarta Frota resolve fazer uma visita amiga a Amazônia, só para ver como andam as coisas no quintal ainda virgem. Pegam uma onda na Pororoca para economizar gás, vem surfando pelas águas barrentas do Rio Amazonas até Manaus. Enquanto isso, na Raposa Serra do Sol, “missionários” americanos e ambientalistas entreguistas que já estão entranhados na região há décadas, catequizando os índios, dizendo que eles têm direito a ter uma nação livre e coisa e tal, inclusive, denuncias do ultimo indigenista brasileiro Orlando Villas Boas, nos idos de 1966, já constatava que índios mais “espertos”, eram levados por “missionários” para os USA, para aprender inglês, passar por lavagem cerebral e voltar com discurso de independência do Brasil, fazendo a cabeça dos outros índios com esse discurso, pregando a criação de nações dentro de nações, como na Servia e Montenegro, que vivem guerras civis intermináveis por motivos étnico e religioso. Eles criam uma situação beligerante, de guerra, por esse motivo entra a ONU (leia-se USA) para “ajudar” no conflito e para justificar uma futura intervenção, em nome da independência dos povos. Isso já está acontecendo. Como a Quarta Frota não tinha nada para fazer mesmo, e estava por perto, resolve ficar por mais tempo na região para “colaborar” e por ordem no galinheiro.
Com a ajuda prestimosa das ONGS, que já fizeram o mapeamento completo da Amazônia com sua riqueza mineral e farto material biológico, e claro, contando com todo o apoio de jovens pesquisadores brasileiros, loucos para trabalhar diretamente para as potencias do hemisfério norte, os ianques aproveitam para montar as estruturas de dominação completa. Criam universidades de primeira que só a grana gringa pode montar, nas quais pesquisadores e ambientalistas vão se esmurrar para entrar, porque a bolsa e a estrutura vão ser excelentes. Os ianques olham para o governo cucaracho bananérico brasileiro e perguntam “royaltes ou bala?”. Claro que royaltes, bala dói, e é de grosso calibre, mano. E vão ficando que nem no Panamá, que era para eles terem saído a mais de dez anos. E tem mais, a Amazônia é “patrimônio mundial”, portanto, casa da mãe Joana, e quem têm mais bala fica de galo.
Por conta desses delírios, acho que preciso aumentar a minha dose diária de Lexotan, pois, se não passar, vou entrar para o movimento Neofacista Ambientalista, do meu amigo Wiliams Gama, que apregoa que na possibilidade dessa invasão acontecer, por pura falta de poder de fogo para reagir, a idéia é partir para a solução final. Desmatar e tocar fogo em tudo, não deixar nenhuma arvore em pé, fazer churrascão com todos os animais que for encontrando pela frente, botar pra correr tudo que é índio Macunaíma filha da puta, ir comendo todas as caboquinhas que pintarem, para não sobrar uma virgem para gringo pegar, catar todo ouro e diamante que puder e ir morar no altiplano boliviano, para ver o circo pegar fogo do alto porque é mais fresquinho, e ficar esperando para ver se a profecia Maya sobre o fim dos povos em 2012 é verdadeira. O fim da civilização deles eles acertaram. E ficar o restinho da vida que resta só de brisa e farinácea boliviana, niilistamente esperando o fim.

Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Música safada para corações românticos


Enfim algo de novo no reino da arte. Silvia Machete mistura malabarismo, circo de rua, teatro mambembe e música, em uma salada erótica artística muito bacana. Ela consegue ser sensual e sexual sem ser pornográfica, como são essas bandas de forró que lembram trepadas mal dadas. Muito legal safadeza com arte, muito excelente o humor dentro do erotismo. Se casais conseguissem ser leves assim, românticos, safados, engraçados, artísticos, palhaços e malabaristas, talvez viver um amor não se tornar-se uma experiência dolorosa no final, talvez nem houvesse o fim.
A Insustentável Leveza do Ser, livro escrito por Milan Kundera, escritor tcheco, bíblia de leitores que gostam de ler Paulo Coelho, talvez seja isso, misturar corações românticos com corações safados em um só, em busca do caminho do meio, desejo maior do cara budista, que faz yoga para xingar no transito sem se cansar. Por enquanto vivemos a sustentável lezeira do ser criado em cativeiro. Mas acredito que todo mundo continua em busca de um grande amor próximo da perfeição. Eu estou me contentando com um que não me xingue por eu roncar muito, por isso a boneca inflável.
A vida imita a arte ou é o contrário, portanto está explicado porque anda tudo chato, monótono, sem criatividade. Parece que o mundo está à espera de um grande evento, algo de novo, que não seja catástrofes ambientais. Que seja novo e belo, que seja romântico e safado, que traga esperança sem ser paralisante, que seja alegre e triste, que tenha amor e fúria, prazer e dor. A arte tem a capacidade de juntar essas sensações, e alguns artistas raros fazem isso muito bem.
Abaixo a chatice, ouça e veja a Silvia Machete e combata a sonolência, o bode, a larica de novidade. Para todo mal há cura, toda noite tem seu dia e toda ressaca sua água gelada. Enquanto não vem o pingüim da sua geladeira, pensar que o mundo pode ser uma musica safada para corações românticos pode ser uma solução momentânea, mas nada dura tanto.

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

O Lenine virou Neo-Panda


O cantor e compositor Lenine fará um show só para convidados da WWF no Teatro Amazonas, comemorando os 12 anos da ONG no Brasil e ao mesmo tempo comemorando o Dia da Amazônia. Os convidados imagino que sejam os gringos neo-colonizadores travestidos de ambientalistas e seus batedores de palmas, a claque, vestida de bermuda cor caqui ou saia indiana e camiseta com frases de efeito, estilo new hippie caipira texano, ironicamente chamados na região de Ambientalistas Criados em Cativeiro (ACC), que geralmente vem das universidades paulistas e pululam no entorno do ISA (Instituto Social Ambiental) e outras ONGS que adoram mamar no dinheiro verde. Enquanto isso, os amazônidas remanescentes das ultimas tribos indígenas da região, poderão ver por telões do lado de fora do teatro.
Para quem não conhece a WWF é uma invenção da Coroa Britânica depois de ter perdido parte do controle mundial para os americanos. Os ingleses inventaram a Revolução Industrial poluidora que saqueou e poluiu o mundo todo inclusive a China, terra do urso panda, símbolo da honorável empresa. Agora eles inventaram uma nova forma de colonialismo, o Neo-Colonialismo Ambiental.
Que eles peguem o panda chinês para usar como imagem pela comovente luta ambientalista com a qual planejam continuar jogando o jogo de xadrez que é o jogo do poder mundial, para mim tudo bem, porem, monopolizar o Lenine, que é um dos poucos que levam a arte popular pernambucana para o resto do mundo, é sacanagem.
Todo mundo sabe que o Lenine sempre gostou de morar e vender para a Europa, tanto que vivia lá quando percebeu que o mangue beat, movimento cultural inventado por meninos pobres da lamacenta e remelenta periferia do Recife, chamados de Chico´s Science´s (Galicismo que irritava profundamente o Ariano Suassuna), daria um excelente produto exótico para venda. Até ai até que dá para entrar no nosso toba, pois afinal ele é pernambucano também e só está tirando uma mordidinha do produto cultural extremamente rico do Pernambuco. Afinal todo mundo adora uma mordidinha no pescoço alheio.
Porém virar garoto propaganda monopolizado desse tipo de espetáculo elitista neo-senhor do engenho é foda, é bandeira demais. Principalmente para um loiro neo-mulato como ele.
Eu estou morrendo de inveja por não poder ver o Lenine ao vivo tocando um bom som pernambucano, mas dentro do Teatro Amazonas a companhia seria péssima.
Provavelmente vá ver e ouvir bebendo cachaça do lado de fora, com os amigos na neo-senzala.

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Maurren Maggi é gostosa


Quando a Maurren Maggi, a gostosa, caiu em desgraça por ter usado uma pomada cicatrizante que continha a substância Clostebol, muito comum em cosméticos usados para depilação, para diminuir o sofrimento que é para uma mulher ter que se depilar porque os padrões modernos dizem que mulher gostosa é depilada, menos as ambientalistas que tem pentelho e suvaco devidamente preservados com sua flora e fauna intactas, o comitê responsável por esses exames anti-doping sequer deu chance para a atleta se defender, não levando em conta o histórico de desportista brilhante da deliciosa do pedaço. O pior que a imprensa, que se arvora em ser a porta bandeira da democracia, acompanhou o coro dos conservadores dos tais comitês, aliás é uma tendência da grande imprensa, se calar e esperar a próxima bruxa ir pra fogueira, afinal bruxas na fogueira vendem como churrasquinho de gato em esquina e o negócio é negócio.
Não vi nem ouvi nenhum Galvão Bueno da vida sequer conjecturando a possibilidade de chance de defesa da estonteante atleta musa 2008. Os fuleiros da imprensa só surfam na boa. Agora que a coxuda, a mãe mais xuxuzinha do mundo, ganha a porra da medalha de ouro no salto em distancia, aparecem os Galvões. Eta povinho fuleiro esse da imprensa que a gente tem que aturar.
A antes drogada, porem maravilhosa, Maurren Maggi agora é heroína nacional (heroína é droga também). Das duas uma, ou das duas as duas, ou se revê urgentemente os critérios de julgamento de atletas com relação ao exame anti-doping e se rever urgentemente o que fazer com relação a essa imprensa que transforma nossos ouvidos em penico, ou no melhor dos mundos, fazer as duas coisas.
Alguém tem que matar o Galvão Bueno. Bem que poderia ser um ataque suicida tipo homem bomba. O melhor seria o Dunga se encher de dinamites, se agarrar com o Galvão e explodir. Assim acabaria de vez a nefasta era Dunga, era medíocre, da CPI da Nike, do Ricardo Teixeira, da promiscuidade e corrupção das enormes fortunas que são lavadas no reino do futebol, do transito desse dinheiro saindo dos patrocinadores indo parar nas mãos dos Galvões para eles terem poder de escalar a seleção brasileira de futebol assim valorizando atletas que são do esquema.
As garotas do futebol mostraram que dá pra perder no campo e não perder o coração. No futebol feminino nós ganhamos, nós somos ouro.
Espero que os tentáculos que se apropriaram do futebol masculino não sejam longos o suficiente para apertas os corpinhos das não tão gostosas assim do futebol. Gostosa mesmo é a Maurren Maggi.

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

A ONU na Raposa Terra do Sol


O indigenista Orlando Villas-Boas, o ultimo indigenista brasileiro, fez uma profecia, quando presenciou nos idos de 1966 – 1967, na região ironicamente chamada de Raposa Terra do Sol, pseudo padres indigenistas americanos levando os índios mais "espertos" para estudar nos USA. Previa ele que esses índios viriam futuramente, devidamente catequizados, americanizados, inclusive só falando inglês, sem falar português, com o discurso introduzido pelos americanos, pregando a independência da região. O primeiro passo seria virar uma nação. O Collor de Mello fez esse favor ao povo brasileiro. Criar uma nação dentro da outra, como na Bósnia, Montenegro, onde as guerras civis são sucessivas, justificando a intervenção da ONU (leia-se Estados Unidos da América) sendo esse o método perfeito para futuras intervenções.
Isso tudo não interessados pelos índios manipulados e outros canalhas mesmo, nem muito menos pelas plantações de arroz produzidas na região por agricultores latifundiários que alimentam a mesa dos ambientalistas comedores de arroz integral, mas sim pelos minérios somente encontrados no subsolo da região. A área demarcada está entre uma das mais ricas do mundo em reservas minerais, com a constatação de presença de minérios nobres e estratégicos como diamante, zinco, ouro, caulim, ametista, cobre, diatomito, barita, molibdênio, titânio, calcário, nióbio, urânio e tório.

Na verdade, os índios, o arroz, os diamantes, o ouro, e o escambau, não tem um pingo de interesse para esse pessoal caridoso que briga tanto pela região. O NIÓBIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, o mineral do futuro, o mineral que sozinho é a melhor liga para super condução de energia e de dados, ou seja, conduz INTELIGÊNCIA entre um computador e outro, que para o Império Romano seria como as estradas, a dominação através da velocidade da comunicação, praticamente só existe nessa região, quase que 98% de toda a reserva mundial. Durma com um barulho desses.

Diante dessa riqueza, não é à toa que a região sempre foi alvo da cobiça estrangeira ao longo de toda a História recente. São inúmeras as "campanhas" pela "internacionalização", sob os pretextos mais variados que vão desde "maus tratos" contra os índios à "incompetência" do Estado brasileiro para preservar a imensa floresta. Neste ano, quem se atreveu foi o candidato da União Européia à direção da Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, ao defender a "internacionalização" dizendo que a região deveria ser tratada como "bem público mundial". Tal absurdo foi prontamente rechaçado pelo governo através do Itamaraty.

Bueno, a ONU já chegou na região a serviço dos interesses dos interessados em ocupar a região futuramente. Resta saber se índio, indigenista, arrozeiro, ambientalista fundamentalista, e etc, que tanto falam e brigam pela região vão querer ser americanos ou continuar brasileiros. É bom saber de que lado está essa gente toda, em que moeda recebe e em que língua declara seus direitos. Como diz o caboco "Essa é a hora da onça beber água".

Meu lado eu sei qual é, o desse lado do igarapé, só pra rimar.