quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Manaus é a republica da raimundagem


Raimundo é um nome comum em Manaus devida à forte migração dos maranhenses pra cá. No Maranhão todo mundo é Raimundo assim como em Portugal todo mundo quando não é Joaquim é Manuel. O termo raimundagem surge do forte preconceito de classe que ocorre sempre quando fenômenos migratórios em que um povo carente migra para outra região em busca de perspectiva de vida melhor e é visto como inferior pelos locais, da mesma forma como os nordestinos são vistos e tratados em São Paulo, não importando o fato de eles terem construído aquele estado. Raimundagem é tudo que é enganoso, inferior, sem princípios e malandro, portanto o termo é recorrente sempre que algo soa mal. E Manaus soa mal. É impactante a forma mal educada e sem preocupação alguma com o cidadão com que o estado decide e administra a cidade, e isso se reflete no comportamento de próprio cidadão que também acaba se tornando um cara sem educação e sem preocupação alguma com o que é publico e com o outro. O transito de Manaus é um exemplo categórico disso. O governa cria ruas e não sinaliza e o cidadão dobra a direita sem sinalizar também e se puder burlar pra ganhar vantagem é exatamente o que ele vai fazer, porque é isso que diz o código de sobrevivência do esperto, e a relação se inverte, pois o povo não fiscaliza e o governo se sente a vontade pra fazer raimundagens. E quem sofre com tudo isso é o Raimundo, meu amigo que trabalha sua arte com toda a competência e brilhantismo, mas assim como vários artistas competentes dessa cidade, é vitima da política publica cultural do estado que aqui é roberiana (Robério Braga) estilo panis et circenses, é feita no velho e bom estilo da raimundagem. Claro que com a ajuda da classe artistica que também é adepta do pires na mão e do dinheiro fácil. A raimundagem parece ser atávica nessa umidade baré, né não?!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Gangs oportunistas tomam conta do Haiti


Gangs fortemente armadas que fugiram das prisões destruídas pelo terremoto voltaram a ocupar seus antigos territórios na destruída Porto Principe. Cité Soleil é um subúrbio da cidade dominado pelas gangs armadas que tinha sido pacificado, agora depois do terremoto voltou a ser ocupado por elas. As gangs invadiram o prédio do Ministério da Justiça e queimaram tudo para apagar as evidencias dos processos contra eles, e armados de fuzis roubados dos soldados mortos desfilam pela cidade em motos aos bandos bradando ordens de comando, aterrorizando e pilhando os já miseráveis cidadãos, recriando as lendas urbanas do mundo do crime cantadas pelos hapers haitianos, entre eles, um assassino frio e cruel chamado Blade. São criminosos sem moral alguma e como urubus estão se aproveitando da situação de miséria e caos do Haiti. O PIG (Partido da Imprensa Golpista, liderados pela Rede Globo e Folha de São Paulo também estão agindo como essas gangs. Estão aproveitando a publicidade da desgraça haitiana para lançar a possível candidatura a presidência da republica do ministro da defesa brasileira Nelson Jobim, ferrenho opositor ao Lula e um dos homens de confiança de FHC. Seria uma alternativa a cambaleante candidatura Serra. Não se fala do Haiti sem citar o Nelson Jobim. O comportamento das gangs sanguinárias e oportunistas das ruas do Haiti é o mesmo do PIG, só muda a cor e a situação econômica. O desprezo pelos pobres é o mesmo.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Eu só penso em mim Haiti


Que covardia a minha que só penso em mim e nas minhas idiossicrasias, vontades canalhas egoístas e desejos imbecis. Quando ando em São Paulo falando mal da boçalidade dessa gente nem percebo que eu também sou boçal. Já nem sei dizer se ainda sei sentir e se meu coração ainda me pertence. Já nem sei nada. Que merda. E as baleias?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

PIG - Partido da Imprensa Golpista


O Partido da imprensa Golpista (PiG) é um termo que surgiu entre os internautas brasileiros em 2007 para caracterizar a grande mídia. O termo foi popularizado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu blog Conversa Afiada. Amorim, quando utiliza o termo, escreve com um i minúsculo para se referir ao portal iG, de onde fora abruptamente demitido em 18 de março de 2008, no que descreve como um processo de "limpeza ideológica". O termo ganhou tanta notoriedade que fez parte de um discurso do deputado federal pernambucano Fernando Ferro, do Partido dos Trabalhadores, em que sugeriu que Arnaldo Jabor assumisse o cargo de presidente do PIG.
Diz Paulo Henrique Amorim que até os políticos passaram a fazer parte do PIG. "O partido deixou de ser um instrumento de golpe para se tornar o próprio golpe. Com o discurso de jornalismo objetivo fazem o trabalho não de imprensa que omite; mas que mente, deforma e frauda. O ex-presidente FHC foi o primeiro que percebeu que a força política de que precisava estava no PIG". O termo também é constantemente utilizado pelos jornalistas Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna em seus blogs, que também ajudaram em sua popularização.
O termo é utilizado de forma genérica e pejorativa para se referir ao jornalismo praticado pelos grandes veículos de comunicação do Brasil, que seria demasiadamente conservador e que estaria tentando derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e membros de seu governo de forma constante. Considerando que pig é "porco" em inglês, a conotação pejorativa do termo pode ser maior do que já é.
De acordo com Amorim, o termo PIG pode ser definido da seguinte forma: "Em nenhuma democracia séria do mundo jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político — o PiG, Partido da Imprensa Golpista".
Paulo Henrique sustenta que a imprensa brasileira é golpista sempre que o presidente da república é de origem trabalhista. O PIG, segundo ele, teve sua origem com Carlos Lacerda, que ajudou a “matar Getúlio Vargas”; continuou travando sua luta contra JK e João Goulart, até se aliar à ditadura militar; perseguiu o governo Brizola; e agora conspira contra o governo Lula.
Segundo a blogosfera, os principais meios de comunicação que estariam à base do PiG, seriam quatro grandes grupos midiáticos importantes.[carece de fontes] Por ordem: a TV Globo e o jornal O Globo, da família Marinho, o jornal Folha de S. Paulo, da família Frias, o jornal O Estado de São Paulo e a revista Veja, da Editora Abril, da família Civita.
Já segundo Paulo Henrique Amorim, o criador da expressão "PiG", são três as famílias que concentram os meios de comunicação brasileiros. Os Marinho, os Frias e os Mesquita, que dominam e condicionam o noticiário de todo o país, através dos seus órgãos de imprensa, rádios, revistas, agências de notícias e portais e, segundo Paulo Henrique Amorim, passaram a manipular a opinião pública.
Para o jornalista e escritor Fernando Soares Campos "Sem a internet, dificilmente Lula teria sido eleito; se fosse, não assumiria; se assumisse, teria sido golpeado com muita facilidade. O PIG é forte, é Golias, mas a internet tá assim de Davi!". Para Campos a existência da Internet interfere com o monopólio da informação por parte dos grandes grupos midiáticos, e essa interferência dificulta os golpes.
A grande imprensa não é a muito tempo o baluarte da democracia. Ela é sim a porta voz do grande capital, das oligarquias e das elites brasileiras. Democracia é outra coisa.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Enfim um reveillon sóbrio


Comecei a beber aos nove anos de idade em um revellon na Rua Lauro Muller no bairro da Urca no Rio de Janeiro na casa de tias. Eu e um primo roubamos uma garrafa de vinho barato de cima da mesa farta e fomos beber com outra prima da mesma idade no vão da escada do prédio. Depois a família toda foi ver queima de fogos na Praia Vermelha e eu bêbado pra caralho. Gostei tanto da sensação que não parei até o dia de hoje, meu primeiro revellon sóbrio aos quarenta e oito anos de idade. Resolvi passar com meus pais o primeiro ano novo completamente de cara e não achei ruim, descobri ao acaso as delicias da sobriedade, e como estou na casa deles espero que não seja só mais um surto de sonso. Para passar o tempo resolvi conversar inutilidades com amigos pela rede. Encontro uma amiga de Manaus que tem alma de ema, feminino de emo, odeia alegria e principalmente alegria histérica coletiva de fim de ano, portanto fica em casa mais deprimida que o normal, falando mal da grande bobagem que é ficar feliz por passagem de ano. Enche a cara sozinha e quando bate a lombra ela cria coragem e cai na gandaia até de manhã também e me deixa sozinho no MSN com outra amiga de Santos que trabalha com hair design, uma nova profissão antes chamada de cabeleireira. Ela me conta que passou o dia 31 todo fazendo cabelos de clientes e todas, exatamente todas pediram para fazer chapinha. A louca está as gargalhadas bebendo sozinha em casa por estar caindo o maior temporal na praia da festa do revellon, ou seja, a chapinha dançou. Convidei-a pra fazer sexo virtual na cam, ela me mandou cagar pois está de namorado novo. Enquanto isso tento esconder as garrafas de vinho da casa, da minha irmã alcoólatra que bebe feio e chata pra cacete, apesar de ser meiga, generosa e adorável enquanto sóbria. Já usei todos os esconderijos, só faltam minhas partes intimas, mas dá não! Uma trouxinha pra passar no aeroporto ainda vai. Enquanto escrevo, meus pais lindos e velhinhos passeiam insones pela casa espalhando amor. Que bom eu estar sóbrio pra poder sentir isso. Como sou dado a vícios grandes, poderosos e perigosos, posso acabar me viciando nesse. Sobriedade.

Feliz ano novo querida


Hoje e sempre que possamos ser bregas, piegas, ridículos e kits pois essa talvez seja a ultima forma de se tentar a felicidade momentânea anestésica, fugaz e passageira que a raça humana ousa experimentar em átimos de segundos na sua brevíssima passagem por esse belo planeta azul. Sejamos felizes sempre que possível pois não existe nada mais cretino que alma clarisselizpectariana que cultua a dor. Ser emo nem pelo caralho. Tenta não se levar tão a serio e felicidades meu amor.

Decidindo começar a viver


Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Só aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais
passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de saturno
Decidi começar a viver
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar e a pedir perdão
E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez

Tudo recomeça Yarinha

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Papai Noel não é neo-ambientalista


Depois da COP 15 aqui em Copenhague resolvi passar o natal na Lapônia, terra do Papai Noel já que estou tão perto. Pedi para minha amiguinha chamar seus amigos ambientalistas pra gente tentar esquecer o fracasso da reunião mundial sobre o clima e tentar fazer uma festa de natal nas terras do velho traíra que deu um presente tão fuleiro esse ano. Pegamos um ferry boat na Dinamarca direto pra Oulu no Mar Baltico finlandês. Minha amiga chamou seus amigos Neo-Ambientalistas Criados em Cativeiro (NAC²) com seus modelitos new-hippie com cara de Daspu comprados na Daslu e fomos enchendo a cara de hidroponados até a Lapônia. Evidentemente estávamos todos cabisbaixos e putos da vida mas resolvidos a dar o trôco. Para tentar melhorar o astral resolvi abrir uma garrafa de Santo Daime que tinha comprado em uma loja de bebidas em Amsterdã dias atrás, já que é uma bebida ritualística muito apreciada no meio ambientalista. Ver a aurora boreal da Lapônia em estado de borracheira deve ser algo mágico e como o aquecimento global vai destruir toda a calota polar em dois anos, de acordo com a teoria evangélico apocalíptica da seita dos NAC², melhor não perder tempo. Nunca acreditei em Papai Noel e portanto não acho que ele tenha nascido na Lapônia, mas como todos estávamos viajando com dinheiro de uma fonte desconhecida mesmo, o melhor era aproveitar, porque de graça até injeção de inveja na testa está servindo. Fico imaginando aquele menino do INPA, tentando escrever sua tese de mestrado, morrendo de ansiedade claustrofóbica quando vê seu orientador, a quem ele tem ódio, desprezo, inveja, mas tem que agradar, lutando com sua inteligência mediana e simples, louco pra ser aprovado e trabalhar em alguma ONG gringa pra ver se esquece sua cidadezinha no interior do sudeste brasileiro e sua vida de infortúnios. Que bom se ele estivesse aqui pra ver as cores acidas da aurora boreal sob o efeito do daime. Poderia até ver o Papai Noel com suas renas robustas percorrendo os céus da Lapônia levando presentes para as crianças ricas do primeiro mundo, já que crianças africanas que não comem, não ganham presente. Enfim, feliz natal do Papai Noel não ambiental.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Papai Noel generoso de Copenhague


Na reunião sobre o clima em Copenhague na Dinamarca tem um Papai Noel mais sacudo que o normal. Enquanto o Papa Noel africano passa por cima do continente dizendo que não vai dar presentes para criancinhas que não comem, o da rica Dinamarca está soltando bilhões de dólares para comprar gás carbônico, na verdade peido das vacas e dos indígenas comedores de farinha, a flatulência amazonica . Por isso que tem tanta autoridade política, ONGS e afins se esbofeteando pelo dinheiro verde. As somas que eles falam na televisão lembram aqueles números dos astrofísicos quando falam das dimensões do universo e da velocidade da luz. Coisa difícil para um cérebro humano dimensionar. Esse natal vai ser gordo para alguns eleitos. Claro que nada na vida é de graça. A Amazônia na certa vai ser emprenhada nessas rodadas de negociações, e com os 23 milhões de não humanos que habitam nela. No pacote devem entregar com paca, tatu, cotia acho que não. O governador verde do Amazonas, Eduardo Braga, Amazonino Mendes e comitiva, estão com as mãos coçando de olho nessa grana toda. Estão pensando em aposentadoria, já que com os bilhões verdes vai dá para comprar um iate que faça frente ao do Bill Gates que esteve navegando pelas águas barrentas do Rio Amazonas, causando inveja aos corruptinhos da região, fazendo banzeiro nas suas canoinhas. Esse vai ser o natal do século para alguns. Papai Noel não é ambientalista, já que o natal é uma data de puro consumo inútil. Ooohh festinha cretina é o natal.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Minha Menina Recouver


Letra trocada do Arnaldo Antunes

Eu trato muito mal minha menina
Um dia ela vai puxar o carro
Da minha barba mal feita, meu catarro
Um dia ela vai encher o saco
Eu trato muito mal minha princesa
Um dia ela vai virar a mesa
O meu olhar só vê o meu umbigo
Um dia ela não vai ficar comigo
Eu olho para ela com desprezo
Como um déspota destrata uma empregada
Das grades do orgulho onde estou preso
Eu maltrato a minha namorada
Meu terno engomado, meu perfume
Meu tédio, meu remédio digestivo
Meu eterno pesadelo de ciúme
Um dia desses ela vai me dar motivo
E ficar sem migo
E ficar sem migo
E ficar sem migo sim
Vai ficar sem migo
Vai ficar sem migo
Vai ficar sem migo só
Eu trato muito mal minha pequena
Um dia ela vai sair de cena
E o remorso vai me torturar sem pena
Quando a vir ao lado de outro no cinema
Eu trato muito mal o meu amor
Não rego com carinho a minha flor
Depois de ver o que eu já fiz
Com certeza ela vai sumir de vez
Vai sumir sem migo
Vai fugir sem migo
Vai sumir sem migo sim
E ficar sem migo
E ficar sem migo
E ficar sem migo sim
Vai ficar sem migo
Vai ficar sem migo
Vai ficar sem migo só

sábado, 5 de dezembro de 2009

METAL CONTRA AS NUVENS


RENATO RUSSO

Não sou escravo de ninguém
Ninguém é senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais

Eu sou metal
Raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal
Eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal
Sabe-me o sopro do dragão

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra
Tem a lua, tem estrelas
E sempre terá

Quase acreditei na tua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa

Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo.
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão (4x)

É a verdade o que assombra
O descaso que condena
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais

Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos

Eu sou metal - raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal: eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal: me sabe o sopro do dragão

Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então

Tudo passa
Tudo passará (3x)

E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora, ahh!
Apenas começamos.

Amar não é pra qualquer um


Quem levou tôco sabe, como a raposa que não alcança as uvas e passa a ter ódio delas. Desejar e não ter o objeto do desejo desperta a infantilidade enrustida. Melhor dar tôco do que levar. Levar tôco nem cristão legitimo agüenta. Quem leva tôco fica zil anos no purgatório dos otários, pois jacaré tem pra tudo que é lado e onça pintada não come bambi porque não tem, mas pega macaco, porco do mato, paca, tatu...cotia não. Filosofia zoo zen ajuda pra caramba a entender as sequelas da vida. Algumas meninas quando passam por tôco vão e dão pra curar as cicatrizes da rejeição e continuam se sentido só, mas adorariam ser Clarisse Lispector e poder dizer “gênero não me pega mais, estou em um estado novo e curioso”. Um bom samba canção e dentro dela não há nem eu...sem ela...e seu olhar melhora o meu.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Tôuca do Noel


O natal sempre dá um bode preto. Toda pessoa que faz algum tipo de reflexão histórica, filosófica, empírica sobre a vida, acha o natal uma festa vazia, imposta por culturas alienígenas e completamente sem sentido. A cultura consumista que envolve a data é tão alienante que muita gente simplesmente odeia o natal. Eu sou um. Porém resolvi não mais me importar com isso. Resolvi que não vou mais me incomodar quando a povo elege de novo políticos corruptos, quando o juiz erra sempre pro time mais poderoso, tipo São Paulo, quando a coisa acaba quando a festa esquenta e quando a gostosa sai com o cara que tem a coisa, e principalmente me importar com datas chatas que enchem o saco, tipo, natal e dias dos namorados. A solução encontrada é cair na gandaia também, festejar como todo mundo. Só que do meu jeito. Então pensei em uma festa pré natalina chamada “A Touca do Noel”. Seria uma espécie de esquenta pro carnaval, onde só entra quem vai de touca de Papai Noel, solamente, mas sem a obrigatoriedade de ir solamente de touca. Convidaria o aniversariante para fazer as honras na porta, mas sem os pregos e a cruz, festas heavy metal são chatíssimas, o máximo que ele poderia trazer da sua triste indumentária seria seus panos de bunda. Também não teria guirlandas, pois não consigo imaginar nada mais cafona que guirlanda. Ohhhh coisa feia é guirlanda. Luzes pode. Luzes é legal. Tai uma coisa que gosto do natal. As luzes. Agora o que não vai ter mesmo são as musiquinhas de natal. Ahhhhhhh...essas nemmmmmmmmm. A música para saldar amigos é com certeza, um bom samba. Tai uma coisa que realmente não pode faltar em uma festa de natal das boas: samba e amigos. Os bons e velhos amigos. No mais, tudo é dispensável, inclusive o pior de todos os itens banalizantes do natal, o tal do presente. O natal, essa festa não festa, deveria ser tudo, menos presente. Natal é o passado e o futuro, não o “presente”. Portanto é uma data pra nêgo festejar os amigos do passado e tornar possível ter mais amigos futuros. No mais, o lance é ir pra Touca do Noel.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A luz que vem do daime


Ayahuasca, nome quíchua de origem inca, refere-se a uma bebida sacramental produzida a partir da decocção de duas plantas nativas da floresta amazônica: o cipó Banisteriopsis caapi e folhas do arbusto Psychotria viridis. É também conhecida por yagé, caapi, nixi honi xuma, hoasca, vegetal, Santo Daime, kahi, natema, pindé, dápa, mihi, vinho da alma, professor dos professores, pequena morte, entre outros. O nome mais conhecido, ayahuasca, significa "liana (cipó) dos espíritos". Utilizada pelos incas e também por pelo menos setenta e duas tribos indígenas diferentes da Amazônia. É empregada extensamente no Peru, Equador, Colômbia, Bolívia. No Brasil faz parte do ritual de varias seitas. Acreditando na possibilidade de que só se pode ser feliz pagando mico, fui a uma sessão ritualística que tem como pratica uma nova forma de beber a ayahuasca, santo daime ou o nome que se queira dar a bebida. Um amigo, o Raymond de Sá, o Bárbaro, trouxe de Brasília, da mística região do Vale do Amanhecer, uma seita nova, uma forma diferente de beber a infusão. O ritual começou com a velha e ordeira fila para beber o chá, recebemos um copo cheio de uísque com quatro pedras de gelo feito de ayahuasca, ficamos todos de pé, esperando bater. Depois de uns quinze minutos de silencio profundo, quando a lombra estava começando a entrar, começou a tocar uma musica, uma espécie de mantra, baixo e suave e foi aumentado gradualmente. A música era assim “ ado, ado, ado, cada um no seu quadrado...ado, ado, ado, cada um no seu quadrado”. Enquanto cantávamos, uma força estranha se apossou de todos nós e começamos uma dança ritualística parecida com o funk carioca, onde cada um devoto dava um passinho pra frente e um passinho pra trás e ia até o chão rebolando, sempre cantando o mantra “ado, ado, ado, cada um no seu quadrado”.
Meia hora depois eu estava me sentindo ridículo. Foi então que bateu a viagem mística. Sempre no fim, as coisas parecem ter a forma que sempre tiveram e que deveriam parecer ter sempre. Nos últimos dias do inverno febril a luz adquire o péssimo hábito de pousar em cima dos objetos ocultos libertando as abjeções, despertando a velha fome de viver. Essa mania de querer morrer mesmo amando a vida, essa eutanásia deliberadamente feliz, essa boca cheia de sede que me suga as noites quentes do mesmo velho e antigo verão úmido de grandes lábios suculentos, essa vontade de ver atrás da porta verde um deus que nem acredito existir, tudo isso me impulsiona para experiências próximas da canalhice, do charlatanismo. Viver de verdade é perder o medo de ser ridículo, portanto, quando abri o olho novamente, lá estava eu atrás de uma bunda linda que pertencia a uma gatinha ambientalista estilo new hippie que trabalha em ONG, dançando e cantando...”ado, ado, ado, cada um no seu quadrado...ado, ado, ado, cada um no seu quadrado”.
Essa experiência mística mexeu profundamente comigo, acho que finalmente a porta verde se abriu, as coisas ficaram um pouco mais claras, algum significado para justificar a vida emergiu dentro de mim enquanto eu olhava para aquela bunda, dançando e cantando “ado, ado, ado, cada um no seu quadrado...ado, ado, ado, cada um no seu quadrado”. Percebi que se fosse continuar nessa seita, não poderia ser um simples devoto, teria que ter um franchise para poder me auto proclamar mestre. Mestres ficam sentados só olhando as bundas dançantes, uma posição privilegiada e mais adequada para um cara de quase cinqüenta anos como eu. Esse lance de ficar rebolando até o chão, mesmo dopadão, deu uma piorada na minha lordose. Ainda bem que a garota da bunda linda tinha feito curso por correspondência de massagem tailandesa e está dando a maior força aqui em casa, cozinhando, lavando e passando a minha roupa e de vez em quando me dando uma sapecada, cantando “ado, ado, ado cada um no seu quadrado...”. Dei um tempo na Dalila, minha boneca inflável.
Tirando o grão de bico e o gergelim, estou comendo bem, graças a deus!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Intervenção federal no Amazonas já!


A decisão dos juízes do TRE a favor do Amazonino Mendes é uma prova que o estado do Amazonas está entregue a uma gang política que trata a coisa publica como um feudo, como um morro do Rio de Janeiro, onde a lei quem faz são eles. Na hora do julgamento, na primeira fila para pressionar o TRE estava o Roberio Braga, compassa de primeira ordem do grupo. Se bem que o TRE já estava no papo desde que o Eduardo Braga deu cargo vitalício no Tribunal de Contas para o filho do juiz eleitoral Ari Moutinho. O Amazonas é um feudo político onde uma organização criminosa travestida de políticos está no poder a 25 anos. Quando o Boto Tucuxi, vulgo Gilberto Mestrinho, voltou do exílio e disse no aeroporto Eduardo Gomes que ficaria no mínimo 25 anos no poder ele não estava brincando. Ficou até sua morte encastelado nele e deixou herdeiros. Diplomou Amazonino que diplomou Eduardo Braga, Alfredo Nascimento, Robério Braga e a Ana Maria Braga, que juntos fundaram a dinastia Braga. Pra poder controlar as varias esferas do poder, eles foram montando núcleos no legislativo e no judiciário onde existem os subgrupos. No legislativo tem a turma que age em família nos moldes máfia siciliana como os Souza que ficaram com a parte baixa e suja dos negócios, dos Lins que ficaram com as empreiteiras e construtoras onde se inclui o Pauderney Avelino e outros, dos evangélicos que apóiam todas as decisões do executivo sem nem olhar pra Cristo, e a indefectível bancada dos pseudo jornalistas apresentadores de televisão geralmente paridos dentro de programas de televisão assistencialistas e policialescos de baixa qualidade que atuam nos moldes narcoapresentadores para narcotizar a consciência cidadã da parte oprimida da população (de onde vieram os irmãos Souza, Marcos Rotta, Henrique Oliveira, as irmãs Sampaio e outros). No judiciário existem os eternos desembargadores raimundinhos alguma coisa que em troca de cordão de ouro grosso e uma lanchinha pra comer umas minas cafetinadas por colunistas sociais e criancinhas no interior, sabotam todos os processos que possam desestabilizar o bando, a absolvição do Amazonino foi só uma amostra do poder que eles ainda tem. A imprensa como quarto poder que insiste em não ser controlada como toda instituição democrática é, beneficia-se desse esquema de concessão implantado ainda na ditadura, onde apadrinhados e caciques políticos são os donos das rádios, jornais e televisão, cumpre o papel de ser o cabo eleitoral da gang, de eleger, de confundir a população, de desestabilizar qualquer tentativa de investigação através de boatos falsos e de denegrir a imagem das pessoas honestas que de alguma forma põe em perigo os negócios da quadrilha. Os jornalistas formados hoje só pensam em pegar uma boquinha pra ganhar jabá de corrupto. Essa galerinha do mal deve ficar com a barba de molho e com o toba colado na parede porque ao contrario do que eles estão acostumados acreditar, existem muito mais pessoas honestas do que bandidos desonestos no mundo. Intervenção federal já, e a Vanessa Grazziotin esta contra porque ela se acostumou à cadeira em que está sentada e quer tirar dividendo políticos da CPI da Violência Urbana já que ano que vem tem eleição e quem tem que se ligar nisso é a população.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O terrorismo midiático no ouvido penico


O Irã tem um programa nuclear que provoca suspeitas nos Estados Unidos e, por conseqüência, no PiG - Partido da Imprensa Golpista (Rede Globo, Folha de São Paulo, Estadão e a revistinha Veja, etc).
Israel tem bomba atômica, o que não provoca suspeitas nos Estados Unidos e, por conseqüência, no PiG.
O Irã diz que o programa nuclear é para fins pacíficos.
O Irã desenvolveu uma tecnologia original dentro da cadeia da indústria nuclear.
O Brasil, o maior produtor de urânio do mundo, tem um programa nuclear e desenvolveu uma tecnologia original para processar urânio.
O Brasil defendeu essa tecnologia com unhas e dentes para evitar cópias piratas.
O Irã diz que defende a sua tecnologia original também com unhas e dentes e, por isso, dificulta o acesso dos Estados Unidos ao seu programa.
O Brasil, aparentemente, não quer fazer a bomba. Essa seria uma das heranças malditas do governo FHC, pior do que a indicação de Gilmar Dantas (**) para o Supremo.
Fazer ou não a bomba é um problema que a sociedade brasileira breve terá de discutir. E o Conversa Afiada desde já se manifesta a favor da bomba.
Os Estados Unidos tem bomba; a Inglaterra tem bomba; França tem bomba; a China tem bomba; a Índia tem bomba; o Paquistão tem bomba e Israel tem bomba. Por que o Brasil não pode ter?
Se o Irã também quer, problema dele.
O Irã diz ao Brasil que o seu programa é pacífico. O Brasil e 99% dos países do mundo acreditam.
O PiG, não.
Problema do PiG.
Se o Farol de Alexandria não tivesse renunciado à bomba como renunciou à soberania nacional, o PiG diria que a bomba só não é melhor do que os vinhos Bordeaux do Renato Machado.
O problema do PiG não é nem a bomba nem o Irã.
O problema do PiG e dos chanceleres do PiG é o sucesso da política externa independente do Presidente Lula e seu chanceler, Celso Amorim.
O presidente Lula honrou uma tradição da política externa brasileira, defendeu o Estado de Israel, a contenção dos assentamentos dos colonos judeus e a criação de um Estado Palestino Autônomo.
E fez isso diante do ilustre convidado.
O Irã é hoje um dos maiores consumidores de carne bovina brasileira.
O Farol e seus chanceleres, hoje sublocados à Globo, são adeptos da política externa da genuflexão.
A diplomacia brasileira desempenha com o Irã e outros países da região do Oriente Médio uma política de potência.
O Conversa Afiada tira o chapéu à colonista (***) Eliane Cantanhêde que, hoje na Folha (****), faz uma análise isenta da relação Brasil-Irã.
O PiG, de resto, está acometido de um vírus que combina provincianismo com golpismo. Nesse aspecto, a Fox News que, aqui no Brasil, se sintoniza na Globo e na Globo News, continua a desempenhar um papel partidário, do partido do Calabar.

Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Só intervenção federal no Amazonas resolve


O Amazonas é um feudo político onde uma organização criminosa travestida de políticos está no poder a 25 anos. Quando o Boto Tucuxi, vulgo Gilberto Mestrinho, voltou do exílio e disse no aeroporto Eduardo Gomes que ficaria no mínimo 25 anos no poder ele não estava brincando. Ficou até sua morte encastelado nele e deixou herdeiros. Diplomou Amazonino que diplomou Eduardo Braga, Alfredo Nascimento, Robério Braga e a Ana Maria Braga, que juntos fundaram a dinastia Braga. Pra poder controlar as varias esferas do poder, eles foram montando núcleos no legislativo e no judiciário onde existem os subgrupos. No legislativo tem a turma que age em família nos moldes máfia siciliana como os Souza que ficaram com a parte baixa e suja dos negócios, dos Lins que ficaram com as empreiteiras e construtoras onde se inclui o Pauderney Avelino e outros, dos evangélicos que apóiam todas as decisões do executivo sem nem olhar pra Cristo, e a indefectível bancada dos pseudo jornalistas apresentadores de televisão geralmente paridos dentro de programas de televisão assistencialistas e policialescos de baixa qualidade que atuam nos moldes narcoapresentadores para narcotizar a consciência cidadã da parte oprimida da população (de onde vieram os irmãos Souza, Marcos Rotta, Henrique Oliveira, as irmãs Sampaio e outros). No judiciário existem os eternos desembargadores raimundinhos alguma coisa que em troca de cordão de ouro grosso e uma lanchinha pra comer umas minas cafetinadas por colunistas sociais e criancinhas no interior, sabotam todos os processos que possam desestabilizar o bando. A imprensa como quarto poder que insiste em não ser controlada como toda instituição democrática é, beneficia-se desse esquema de concessão implantado ainda na ditadura, onde apadrinhados e caciques políticos são os donos das rádios, jornais e televisão, cumpre o papel de ser o cabo eleitoral da gang, de eleger, de confundir a população, de desestabilizar qualquer tentativa de investigação através de boatos falsos e de denegrir a imagem das pessoas honestas que de alguma forma põe em perigo os negócios da quadrilha. Os jornalistas formados hoje só pensam em pegar uma boquinha pra ganhar jabá de corrupto. Essa galerinha do mal deve ficar com a barba de molho e com o toba colado na parede porque ao contrario do que eles estão acostumados acreditar, existem muito mais pessoas honestas do que bandidos desonestos no mundo. Intervenção federal já, e a Vanessa Grazziotin esta contra porque ela se acostumou à cadeira em que está sentada e quer tirar dividendo políticos da CPI da Violência Urbana já que ano que vem tem eleição e quem tem que se ligar nisso é a população.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Sol e A Lua


ARNALDO ANTUNES

O Sol pediu a Lua em casamento disse que já a amava há muito tempo
Desde a época dos dinossauros, pterodátilos, tiranossauros..
Quando nem existia a bicicleta nem o velotrol nem a motocicleta
Mas a lua achou aquilo tão estranho, uma bola quente que nem toma banho

Imagine só ___ tenha dó
Pois meu coração nao pertece a ninguém
Só a inspirações de todos os casais, dos grandes poetas aos mais normais
Sai pra la rapaz!

O Sol pediu a Lua em casamento,
E a Lua, disse:
Não sei, não sei, não sei
Me dá um tempo.

E 24 horas depois o Sol nasceu a Lua se pôs e..

O Sol pediu a Lua em casamento,
E a Lua, disse:
Não sei, não sei, não sei
Me dá um tempo.

O Sol congelou seu coração

Mas o astro rei
Com todos os seus planetas,
Cometas, asteroides,
Terra, Marte, Vênus, Netúnos e Urânos
Foi se apaixonar justo por ela,
Que o despresa e o deixa esperar.

Acontece que o Sol não se conformou
Foi pedir ao Vento para lhe ajudar,
Mas o Vento nem se quer parou
Pois não tinha tempo para conversar

O Sol sem saber mais o que fazer
Tanto amor pra dar,
E começou a chorar,
E a derreter,
Começou a chover, e a molhar,
E a escurecer.

O Sol pediu a Lua em casamento,
E a Lua, disse:
Não sei, não sei, não sei
Me dá um tempo.

E 24 horas se passaram e outra vez o Sol se pôs, a Lua nasceu
E de novo e de novo e de novo...

O Sol pediu a Lua em casamento,
E a Lua, disse:
Não sei, não sei, não sei
Me dá um tempo.

O Sol congelou seu coração

Se a Lua não te quer, tudo bem.
Voce é lindo cara e seu brilho vai muito mais além!
Um dia você vai encontrar alguém que com certeza vai te amar também.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Nós vimos o holocausto na TV


O bom de viver em São Paulo é que o mundo todo está aqui, tem gente de todo canto do planeta de todos os credos e etnias. Com a visita oficial do presidente eleito do Irã, o impronunciável Mahamoud Ahmadinejad no dia 23 de novembro, umas 1.500 pessoas fizeram uma manifestação contra a visita dele, principalmente grupos religiosos e claro, por motivos óbvios, a comunidade israelita paulista. Boris Ber, um dos organizadores é presidente da Federação Israelita de São Paulo, disse que a manifestação não é contra o povo do Irã mas contra o presidente “que nega deliberadamente o holocausto” e prega o fim do estado de Israel. Na manifestação tinha bispo evangélico e até o babalorixá Francisco de Osun (o meu é Ogum) que disse que o “presidente podia visitar o Brasil a negócios, só não podia ameaçar outros povos durante a visita”. Gostaria de saber onde estava toda essa gente quando os modernos aviões de guerra israelenses armados com os infalíveis mísseis inteligentes estavam bombardeando escolas de crianças palestinas por engano, por erro. Só em um desses ataques foram mortas 1200 crianças, explodidas em pedaços por ataques covardes. Esse holocausto a minha geração viu e não dá pra negar, esse é o nosso holocausto. Quanto ao presidente do Irã ele é somente o subproduto de milênios de ódio idiota de semitas contra semitas sem justificativa racional. Eu acredito no holocausto, eu vi um pela televisão.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A pauta da puta


A Rede Globo, A Folha de São Paulo, O Estadão, a revistinha Veja, são o baluarte do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que por ódio de classe e viés ideológico tentam derrubar um presidente eleito porque são viciados em ditadura já que foram criados durante a ditadura militar e pensam que ainda tem a pauta do pensamento da sociedade brasileira. Assim como a oposição está sem rumo, sem plano ou projeto, a imprensa golpista também está perdendo a pauta, pelo simples fato de ser puta, sem querer sacanear a honrosa profissão. Acordar com a Miriam Leitão, a urubologa de plantão e sua trombeta do apocalipse, sem falar de sua beleza estonteante, e dormir com o William Waack e sua cara de vampiro contrariado apregoando o fim dos tempos é de fazer um mortal nunca mais ligar televisão. Enquanto a elite empresarial paulista não perceber que São Paulo não é mais a locomotiva do Brasil, porque o Brasil não é mais um trem colonial e mesmo porque enquanto essa elite esteve no poder não construíram um metro de trilho sequer, e não entenderem que o grande capital sem pátria e sem regionalismo tupiniquim está se espalhando pelo pais inteiro, alguém tem que dar uma dose de acorda Alice, porque está ficando chato o desespero dessa gente. Um pais como o Brasil precisa ter oposição inteligente, propositiva, interrogadora, questionadora e acima de tudo realista, não essa pomba gira que a oposição se tornou, obedecendo a pauta dos Daniel Dantas da vida, que vivem do dinheiro do contribuinte desde as privatizações do FHC. Vai haver eleições para a presidência do Brasil sim e não vai ser por golpe que essa imprensa vendida vai impor o seu candidato, ainda mais com esses colonistas aparecendo todo dia apregoando o caos. Põe a moça do tempo pra falar mal do Lula que eu acredito, a Miriam Leitão não...pelo amor de deus.

domingo, 8 de novembro de 2009

O efeito manada paulista


A estudante de Turismo Geisy Arruda sofreu bárbaro assédio coletivo no dia 22 de Outubro, e quase foi estuprada por 700 alunos. Em anúncios cinicamente publicados nos jornalões paulistas de quinta categoria, pertencentes ao PIG (Partido da Imprensa Golpista), a Universidade Bandeirante –UNIBAN, anuncia que decidiu expulsar a aluna. A universidade preferiu punir a vítima e inventar uma justificativa canalha para o espetáculo do bullying, registrado por câmeras dos próprios alunos. Seria cômico se não fosse trágico. A Uniban, mais uma das uniesquinas do Brasil, considera "defesa do ambiente escolar" a agitação do bando que ameaçava estuprar a colega e que a perseguiu aos gritos de "puta, puta, puta". Em "Psicologia das Multidões", Gustave Le Bon refere-se com clareza ao fenômeno da sugestão em movimentos de multidões, vulgarmente chamado de efeito manada. Alheia a valores e princípios, a Uniban pautou-se unicamente pela doutrina da preservação do lucro. Expulsou a mocinha da periferia e manteve as centenas de vândalos que a molestaram. Defendeu, assim, a receita, a contabilidade, mesmo sob o risco de macular para sempre sua imagem. Em nome do "negócio", a Uniban preferiu investir na fabricação de canalhas. A invenção do lucro pelo lucro, de uma sociedade competitiva, “trabalhadora” e bem sucedida é uma invenção da sociedade moderna criada na revolução industrial e plenamente copiada em todos os seus principios e ausências de valores pela sociedade paulista, que se orgulha em ser vitoriosa nesse modelo de desenvolvimento, mesmo com suas universidades de esquina formando cidadãos dessa natureza. Os estupradores de hoje serão os governantes de amanhã. O episódio Geisy revela a decadência do ensino universitário brasileiro, transformado em oportunidade de mercado. Essa é a herança do regime militar e dos governos conservadores que o seguiram, sobretudo aquele do privateiro Fernando Henrique Cardoso. Ironicamente, o bajulado professor uspeano de tudo fez para esculhambar o ensino público de qualidade, entregando o sagrado ofício da educação às máfias dos certificados e aos traficantes de títulos acadêmicos. Tempos de provação. E, como formigas, os canalhas saem aos montes dessas instituições, prontos a divinizar o pensamento neoliberal e a Lei de Gérson, seduzidos à barbárie por diversão. E o pior é ouvir em bares garotas paulistas concordando com isso. Afff.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Meu ouvido virou pinico


O PIG (Partido da Imprensa Golpista) formado pela Rede Globo, Grupo Folha, Estadão e a revistinha Veja e afins, que obedecem à agenda da elite empresarial paulista e tem como projeto estabelecer no Brasil uma republica governada eternamente por quem tem a grana, a elite empresarial paulista, está dando a direção, o norte para a oposição, completamente perdida e abobalhada com os números e os índices do governo Lula. E todo mundo sabe quem manda nos jornais do PIG, os empresários da elite paulista. Sai no jornal de manhã um possível escândalo, a tarde um senador do DEM ou do PSDB pede CPI e a noite dá com estardalhaço no Jornal Nacional. Essa formula está tão manjada que está cansando o telespectador que não vê a hora da novela começar. E o PIG ainda não percebeu que esse esquema não está funcionando. Hoje está sendo julgado no STF o senador Geraldo Azeredo - PSDB, partido que é à base da elite empresarial paulista, acusado de ter inventado o esquema chamado mensalão, começando a repassar dinheiro que o Daniel Dantas, empresário corrupto e bancador do mensalão, ganhou com as privatizações das teles do governo FHC. Ele repassava para o Marcos Valério que repassava para a campanha do Geraldo Azeredo para o senado. Nasce assim o esquema mensalão. A matéria de capa do Globo era a requentada estória do Jose Genoino – PT ter participado do esquema. O PIG tem ao menos que ser menos obvio e menos chulo nas suas pretensões. O fato é que a imprensa brasileira se transformou em partido político e tem que ser tratada como tal e, portanto se submeter às mesmas regras. Os grandes jornais seguem interesses meramente empresariais e, portanto não é baluarte de democracia porra nenhuma. Tem que haver regras para o controle da imprensa, enquanto concessão publica. As redações de jornais estão cheias de colunistas pagos pelos Daniel Dantas da vida, sem falar nos donos. Isso se aplica aos jornais do Amazonas tambem. Com as regras um cidadão comum pode processar o PIG por tentativa de piniquilizar o ouvido alheio. Afff.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Indios


Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha
Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano de chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir e o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer
Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante,
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
É só maldade então, deixar um Deus tão triste
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda, assim pude trazer você de volta pra mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura para o meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Renato Russo

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ode aos despeitados


Muita gente critica o trabalho do vitalício secretário de corte e costura do Amazonas. Alguns despeitados o chamam de Robélio Braga, coisa de gentinha, né não?! Criticam porque ele expulsou as beatas devotas de São Sebastião, tirando da praça a tradicional quermesse anual do santo que dá nome ao Largo, espremendo-as na calçada do Bar do Armando, só pra dar mais espaço pro tapete vermelho anual que ele estica para passar os atores globais talentosos quando vem buscar seus cachês altíssimos e se refestelar nas festas do Negão regada a uísque bancado com nosso dinheiro. Quem critica é porque não foi convidado da festa, gente provinciana, com falta de visão, despeitados que não percebem o sonho do secretário, um homem que pensa Manaus com sua vocação de Paris dos Trópicos, que vive a belle epoque na sua essência, um homem culto, que ouve opera no jantar e que cultiva o excelente hábito de andar de carruagens pelas ruas de pedra do centro, ouvindo jazz. O fato é que o populacho ladra e a carruagem passa.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ah...ah aaaah..sou véio gagá.


Bom ouvir Arnaldo Antunes quando diz “quero envelhecer para ser um velho gagá...”. Muito bom envelhecer. Cara...”a barba vai caindo , os cabelos vão sumindo pra cabeça aparecer, e o tempo vai dizendo que agora é pra valer, os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer”. Viva o meu mal de alzaimer. Bruuuuuuuu.