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Pimenta no tacacá dos outros é refresco


Tacacá é uma iguaria amazônica que quem gosta, gosta muito, quem não gosta, detesta.
Eu adoro tacacá!
Apesar de reconhecer que tem uma aparência estranha para quem acha que a montagem visual do prato é mais importante que o sabor dele.
Por isso uma amiga linda de morrer é casada com um cabra feio para chuchu.
E liso.
Portanto resta para homem feliz a opção de ser gostoso.
Ela pensa como eu.
A montagem é o que menos importa, diz ela.
Passando pelo Amazonas Shopping resolvi tomar uma cuia de tacacá e para combinar sapequei molho de pimenta murupi misturada com tucupi, acho eu.
Pisei na jaca porque adoro pimenta.
Ao receber o telefonema da patroa dando a ordem para eu zarpar do shopping porque lugar de véio é em casa que é lugar quentinho, me encaminhei a escada rolante que dá acesso ao piso superior.
Quando pus o pé no primeiro degrau senti a fisgada forte anunciando trovoada.
Senti que a barra ia pesar, pois já sofri situação de obrar em lugar publico e não é nada elegante.
Quando a escada rolante me conduzia em fim ao segundo piso onde eu poderia acessar o banheiro, deu a segunda fisgada ainda mais forte que a primeira.
Tinham dois caras grandes na minha frente meio que grudados um no outro caminhando lento demais para quem está para desovar no meio da multidão.
Meti o braço entre eles a afastei pedindo licença.
Quase apanho, mas não tinha condições psicológicas de explicar naquele momento e acelerei o passo até o banheiro que naquela situação parecia estar do outro lado da Ponte Rio Negro.
Me concentrei em um filme de guerra sangrento que vi ultimamente para esquecer que na próxima fisgada, bem possivelmente, se eu não estivesse sentado no trono, a coisa ia feder pacas.
Quando entrei no banheiro cheio de gente já fui desafivelando o cinto, arriando a bermuda e atochando o boga no vaso.
Só deu para fazer isso.
Essa foi por fração de segundos.
Tenho que parar de tomar tacacá atochado de pimenta sem procedência.
Ou não.

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