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Entre latifúndio de índio e latifúndio de branco

Quando os portugueses chegaram no Brasil, o Armando não tinha nascido, ele veio depois, ele é de outra leva.
O Bar do Armando não existia.
Os portugueses avistaram na praia uma enorme quantidade índios com penas lindas enfeitando seus corpos nus.
A tribo de índios da praia tinha empurrado para a Amazônia a peso de tacape os outros índios mais fraquinhos e vacilões.
Esses vieram morar no encontro das águas porque tinha peixe a dar com pau.
Os portugueses por sua vez tinham sido expulsos da Europa de tão franguinhos que eram e são.
Logo ouve uma identificação entre o índio latifundiário da praia e o português expansionista e cagão.
A ideia de latifúndio não existia na Europa.
Na Europa o único latifundiário era o rei.
Na terra do pau Brasil latifúndio era normal.
Todo mundo era latifundiário.
Até o índio vacilão e cagão da Amazônia.
Então até hoje tem índio latifundiário e branco latifundiário.
Tem preto latifundiário também, mas é pouco, só o Heraldo Pereira da Rede Globo, o preto bonzinho que é latifundiário
Enquanto isso eles foram cruzando feito capivara e nascemos nós, os mamelucos.
Que não tem sequer Abrolhos para morar, já que lá só pode pesquisador.
Embaixo dos pés do latifúndio indígena tem riquezas.
E a maior delas não é o coração do índio, é o nióbio, por exemplo.
Por isso a gente vê tanto gringo brigando por índio.
Os ambientalistas criados em cativeiro querem ser índios, por uns dois dias.
Carapanã é chato para caraleow e gosta de carne branquinha de Londrina.
No mais índio que tablet e energia elétrica, de Belo Monte ou não.
O que índio não quer é compaixão judaico cristã de branco desocupado.
E que tudo mais vá para o latifúndio.
Porque pimenta no latifúndio dos outros é refresco.
Baby.

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