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A arte dos passadores de pires baré


Os artistas barés tem uma dificuldade imensa de levar seu produto ao grande publico.
Manaus não tem galerias, feiras ou espaços de arte que sejam realmente públicos e que tenham publico que valha a pena para as artes plásticas.
O Amazonas é um feudo politico onde uma turma se apoderou do poder há 30 anos e se mantem sem largar o osso durante todo esse período.
Essa turma está tanto tempo no poder que não sabe mais onde acaba o publico e onde começa o privado.
Eles misturaram tudo e pior, impunemente.
A politica cultural baré também sofreu esse processo de privatização indevida dos espaços culturais e das verbas voltadas para a cultura.
O Robério Braga se apoderou dos espaços e processos públicos de acesso a cultura de uma tal forma que o artista amazonense tem que trata-lo como Padim Pade Roberio Romão Batista, sob o risco de não ter espaço algum para mostrar a sua arte.
A minha critica sobre a cultura do pires na mão que fiz em um artigo sacaneando essa pratica no que diz respeito a amostra de artes plásticas com o nome Di Não Sei o Que Não Sei o Que Lá era com intenção de criticar a falta de clareza quanto aos valores do que se gasta e como se gasta o dinheiro dos impostos na área cultural.
Porque os artistas plásticos só receberam 500 paus para expor lá.
Enquanto em qualquer festinha de embalo que envolva cinema contrata-se atores globais medíocres para ficar cinco minutos em um jantar e uma festa de embalo em uma casa qualquer de uma vivenda qualquer e pagam 100 mil para o cara.
Só para dar pinta.
Os contratos com músicos são hiperinflacionados quando vem para o Amazonas.
Isso é um grande mistério.
Os artistas plásticos entre todas as outras formas de arte é a que mais tem dificuldade de mostrar seus trabalhos.
São os que menos atraem publico, diferentemente dos músicos.
Passadores de pires tem que dar publico, e, infelizmente, os artistas plásticos não conseguem nem ser isso e tem mais é que ocupar sim os espaços públicos porque são públicos e não privados.
Peço desculpa pelo artigo que escrevi emocionalmente pondo no mesmo saco os artistas plásticos e os passadores de pires.
Foi mal.

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