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Adentrei São Paulo um dia antes da Parada Gay... ui!


Adentrar é um verbo metido a sofisticado, mas que tem cara de palavrão.
É um verbo bastante capcioso.
Quando o avião pousou em Guarulhos depois de atravessar todo o Brasil saído da Manaus amada, maltratada quente e úmida para caraleo, o impacto do frio paulista no começo de junho é de fazer caboquinho tremer.
Mas barezinho é pavulo para caraleo também e cai dentro com toda a dignidade sempre.
Ôh povo.
Quando o corpo se familiarizou com o frio, os olhos e ouvidos se abriram com toda a força da curiosidade barezinha.
Oh raça abelhuda é a barezinha.
Mano véio, para tudo que é lado tinha biba.
O Aeroporto de Guarulhos estava borbulhando de veados de tudo que é tipo.
Apesar de ser seis da manhã, a animação estava solta no ar.
Só pela chegada no aeroporto eu já animei com a ideia de ver de perto a Parada Gay de Sampa.
Apesar de São Paulo estar controlada por um grupo politico que representa somente o que ela tem de pior, a sua elite escravocrata, quatrocentona e boçal, e ter um hábito de proibir Parada de Pobre na base da porrada, a Parada Gay não tem nada a ver com isso.
Esse lado livre de Sampa que é dos caraleo.
Tou dentro.

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