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Nunca mais eu bebo nessa porra!

Raimundo começou a beber lá pelas seis horas da tarde do dia 31 de dezembro disposto a passar o revellon na praia da Ponta Negra mesmo ela estando interditada para o banho por conta de uma ideia de jerico que quis transformar praia de rio amazônico em praia perene, disque!
Raimundo passou na taberna da esquina e comprou uma garrafa do afamado uísque Raimundo Nonatus Nobolis. Pegou um busão lotado e se mandou. Duas horas depois ele adentra a praia cheia de meganhas da PM impedindo o acesso ao Rio Negro.
Raimundo encontrou os amigos que tinha combinado pelo Facebook.
Iam fazer um clássico despacho de fim de ano a moda facebookiana. Fazer uma sacola com celular velho, pen drive, um Habbib’s e uma garrafa de Red Bull e jogar no Rio Negro.
Só que a porra da PM não estava deixando ninguém entrar na água para não aumentar o numero de barezinhos mortos afogados pela lambança que o Amazonino fez na praia só pra ganhar algum.
Resolveram ficar bebendo no gargalo o uísque nacional de excelente qualidade Raimundo Nonatus Nobilis.
O plano era esperar a distração dos guardas durante a queima de fogos.
Quando deu meia noite e começou a queima eles correram em esquema arrastão em direção ao Rio Negro.
Os três amigos do Raimundo conseguiram passar e entraram na água, mas o Raimundo foi barrerado pela PM.
Ficou muito puto e resolveu beber todas as garrafas que tinham ficado com ele.
Acordou no dia seguinte deitado na areia, de bruços e nu sem saber onde estava.
Ainda meio grogue se levantou e viu sua roupa jogada na areia, se vestiu e foi para a parada do busão.
A cada sacolejo violento do onibus nas ruas emburacadas da Barelândia era um urro de dor do pobre Raimundo.
Ele começou a desconfiar que alguém tinha feito queima de fogos com o tablet de bêbado não tem dono dele na passagem de anus.
Ele jurou nesse momento nunca mais beber nessa porra.
Quanto aos amigos dele nunca mais apareceram.
Moral da história:
Melhor ter o tablet sem dono sapecado na areia do que virar comida de piranha.
Né não?

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