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A Barelândia é batizada

Mais um ano acaba e as luzes da natal de acendem libertando mais um Papai Noel sedento pelas migalhas escondidas no bolsos dos trouxas.
A cada ano ele vem mais sorridente, mais convincente e sedutor e com a nossa memória ficando fraca e o medo da velhice chegando, a gente passa a acreditar até em Papai Noel.
Pelo sim pelo não agente paga logo.
Mas para pagar precisa ganhar algum e para ganhar algum a gente se submete a muita coisa.
Meus adesivos de arte digital surrupiadas de artistas defuntos, uns nem tanto assim, até que tem me dado uma graninha boa para pagar os caprichos da minha patroa e bancar um padrão mediano de consumidor de uma sociedade capitalista de merda que exige cada vez o seu sangue na luta pela sobrevivência abaixo do nível dos comerciais de televisão, outdoors e dos raios que o partam piscando pedindo a sua merreca.
Meus clientes são os mais diferenciados possiveis e a Barelândia é uma cidade horizontal espalhada e totalmente desorganizada pela ausência de plano diretor, corrupção de suas administrações passadas de um mesmo grupo político que está há 30 anos só metendo no tablet do barezinho.
Eles só fazem a dança das cadeiras que nem a dança dos vampiros e brigam somente por partilha de roubo, no mais tudo se junta e se lambuza no eterno natal em cima da grana dos trouxas que pagam imposto.
Hoje fui bater no fim da cidade.
Uma cliente mora no fim do Nova Cidade, fronteiriça a reserva do Jardim Botânico, uma área verde preservada que espero continue assim.
Hoje eu sai do meu mundico virtual e vi como a Barelândia é grande e feia.
Uma cidade sem calçadas, sem cidadania porque a calçada é o ultimo refúgio do cidadão.
Desde a Roma antiga a calçada é o sinônimo de uma cidade que contem cidadãos.
A Barelândia não tem calçada e quando tem é ocupada pelos carros ou comerciantes que empurram o cidadão para cima dos carros.
Acho que na esperança que sejam atropelados.
Tudo parece ter sido construído no improviso, para não acabar, esquema "puxadinho".
A cidade tem cara que foi “batizada” desde o começo.
Tudo é feito nas coxas e para ser consumido rápido e não para durar.
O asfalto da cidade é “batizado”, ele não aguenta um inverno.
Desde a cocaína, o asfalto, as obras publicas, tudo tem cara de ser improvisado.
Só as construções feitas pelos ingleses na fase áurea da borracha que se perpetuam, o resto parece uma grande corrutela de garimpo.
Etá Barelândia sem porteira.

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