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Ministro Joaquim Barbosa é usado na campanha contra as cotas raciais

Quem não gosta do sistema de cotas raciais também está contra o sistema de cotas publicas que prega que a escola publica tenha 50% das vagas nas universidades publicas.
Nada mais justo..
Esse discurso contra cotas é compreensível quando é assunto de conversa nos Jardins Paulista, em Higienopolis e outros bairros chics.
Quem mais propaga a ideia contraria as cotas raciais é o jornalista Ali Kamel, chefão do jornalismo global, autor do livro “Não somos racistas”.
A obra de Kamel parte da premissa de que, como, cientificamente, não há raças, também não pode haver racismo.
É o tipo de discurso baseado em descolamento social que faz muito sucesso no Baixo Leblon e no Posto 9 de Ipanema, mas se torna uma sacanagem quando se trata de analisar a vida dos negros pobres apinhados nas periferias das grandes cidades.
Que Kamel, feliz morador da Avenida Vieira Souto, acredite nesse discurso filha da puta, é compreensível.
Quando barezinho faz esse discurso é risível, afinal, cotas de negros também é cota de índios.
Sempre que discussões de grande interesse social acontecem, como é o caso do julgamento do Mensalão do PT (Cadê os outros?) os reaças se aproveitam para pautar temas do seu interesse.
Agora usando a negritude do Joaquim Barbosa para justificar ser contra as cotas raciais.
Até parece que não tem dentro disso um puta cheiro racista.
Afff!

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