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A Bienal do Coroné e os Passadores de Pires batendo palma

O mercado editorial de Manaus não existe.
Houve uma farsa chamada Editora Valer ligada por ganchos invisíveis ao arquisecretário vitalício de corte e costura do Amazonas que adora grandes eventos porque rola grana preta feito xuxu na serra.
Só porque elas custam caro.
Bienal e Festival megalomaníaco que contrata Global com cachês caros é com ele mesmo.
Essa Bienal do Livro em um estado que sequer tem editora de respeito para produzir seu mercado literário parece mais uma festa com o dinheiro do contribuinte para autopromoção.
A realidade literária no mundo moderno é outra, ela escapou desses tiranos do mercado editorial graças a internet.
A internet revolucionou os costumes e a literatura não podia ficar de fora dessa revolução, assim como a musica e outras atividades da vida.
Fazer literatura antes da internet e dos blogs era para poucos.
Principalmente pela dificuldade de publicação, veiculação e os custos envolvidos.
As editoras seletivas e aprisionadoras do conhecimento literário quase inviabilizavam a publicação de livros.
A parte do lobo era e ainda é das editoras.
A expansão da produção literária através dos blogs incentiva um numero maior de pessoas a escrever e publicar.
Mas isso não diminui a qualidade da literatura como dizem alguns “eruditos” que se acham donos da verdade literária.
Na verdade o volume maior de pessoas escrevendo faz com que apareça uma grande variedade de formas de se fazer literatura.
E de forma independente, sem o crivo e o senso dos ”eruditos” que fazem parte do mercado editorial tradicional que lucra muito com esse elitismo literário.
Afinal, concorrência nunca é bom para quem está acostumado a lucrar horrores em um mercado monopolista.
Em Manaus só tem uma editora de peso especializada em publicar autores locais.
Publicando autores travados no parnasianismo, parados no tempo literário que odeiam o novo.
E trabalha de forma seletiva, elitista e extorsiva.
O autor sempre se ferra.
Melhor ser Independente Futebol Clube.
Viva o anarquismo literário da internet!

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