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Mindú, gatos e naftalinas

Primatas e felinos tem uma relação cada macaco no seu galho desde a invenção do paraíso.
As espécies que tinham grana para pagar a passagem e sobreviveram ao diluvio na Arca do Noé, procriaram, se desenvolveram e se transformaram em algo diferente da proposta inicial, que nem o Capital Inicial.
Os primatas do topo da cadeia alimentar da espécie do Noé domesticaram alguns felinos menores e hoje esses felinos não vivem sem estar colados na vizinhança dos primatas chefes, no caso, noix.
Como todo felino, eles apreendem o comportamento da vítima antes de se aproveitar dela. Os felinos não são trouxas.
Cachorro é mais otário que gato.
O gato sabe quando o primata não vai muito com os cornos dele.
E ele também, automaticamente, desenvolve uma antipatia pelo primata antipático.
A casa onde moro fica perto do Passeio do Mindú. Mindú era um igarapé cristalino que se via o leito e os peixes nadando, isso até 40 anos atrás. Hoje virou um esgoto a céu aberto atraindo ratos e baratas.
Quando é época de cheia na Barelândia, o Mindú expulsa seus habitantes para dentro das casas e a cadeia alimentar se amplia em torno da existência do primata.
O gato safado do telhado que não gosta do primata que antipatiza com ele chama os amigos por conta dos ratos dos esgotos que pululam em noite de lua cheia.
O telhado do primata antipático fica até o tucupi de gato safado.
Esses gatos apesar de nada quererem do primata a não ser seu lixo, ocupam o telhado e até a varanda da casa do primata, aos bandos, enchendo de pelos, urina e fezes o habitat do primata antipático.
Li no Santo Google que naftalina, uma bola branca fedorenta feita de resíduos de petróleo, é um santo remédio contra gatos safados que cagam e mijam na varanda da casa.
Basta por umas bolas nos cantos que o gato se manda.
Quer ver espia só!

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