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O sururu étnico e suas estranhas adesões na Copa

Enfim a Copa do Mundo no Brasil passou da fase do viralatismo da imprensa que por questões política ideológica acendia um vela pra deus e outra pro diabo. Uma hora queria a Copa porque dá grana e outra hora não queria porque quem trouxe foi o Lula.
Apesar da torcida do Aécio Neves pôr um tsunami que varra o PT e a Copa do PT juntos, se possível, nós todos sabemos que no Brasil não tem tsunamis, vulcão, maremoto nem terremoto e quem pensa que tem deve ser sequela de farinácea boliviana no balde.
A profusão étnica de uma Copa do mundo faz as preferencias irem surgindo.
Assisti a um caloroso debate no mural do Facebook de um escritor amigo onde ele embalado por cervejas se dizia muito puto porque tinha brasileiro torcendo a favor de europeus contra times sul-americanos.
Apareceu a Tese Ibero-Americana no caldeirão ideológico da Copa. A tese de que os brasileiros tem que torcer somente por países do México para baixo tudo é canela.
O engraçado que aparentemente isso é só no futebol, porque esse mesmo escritor amigo demonstra desprezo por Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina no campo da política. Todos esses países tem viés de esquerda e na política ele é alinhadérrimo ao EUA e Europa, mas isso dá tese de doutorado em outros 500 anos de Brasil varonil.
Para aumentar o tamanho da tese étnico antropológica antropofágica movida a baldes de cachaça lancei a Tese Hemisférica que amplia para os países do hemisfério sul a torcida nativa.
Seria uma espécie de BRICS da Copa, sem a Russia .
Tipo, do México para baixo pegando a África junto, tudo é canela, tudo é Brasil.
Depois do movimento Não Vai Ter Copa ter virado Quantos Gringos Tú Pegou e engravidado de mais um loirinho alemão, de tudo pode acontecer nesse resto de Copa do Mundo nesse brasilzão de meudeusio.
Menos o tsunami do Aécio.
Tsunami no Brasil só se o cabra cheirar muita cachaça na bagaça.
Né não!

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