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Manual para lidar com tatuagem indesejável


Uma amiga meio punk sempre curtiu tatuagens, mesmo antes de tatuagem virar moda entre patrícias e playboys. Ela sempre tatuou o corpo com nome dos namorados e mesmo depois de terminada a relação uma semana depois, ela faz questão de manter. A fidelidade dela aos homens da sua vida é canina e também as suas convicções. O corpo dela tem quarenta e sete nomes de homens, visto que ela é também uma hetero convicta, coisa fora de moda na pós-modernidade feminina. Os nomes vão de A à Z, passando por Alberto até Zoroastro. Seu corpo parece um jaraqui todo ticado, como diz o caboco, cheio de nomes espalhados pelo corpo todo. Ela diz que cada uma tatuagem tem sua história e tem carinho especial por cada uma dessas histórias, e portanto vão permanecer sendo um registro da vida dela, marcadas indelevelmente no seu corpo. Acho romântico para caralho isso. Que bom se mais pessoas fossem assim, não se arrependessem do que são e do que fazem. Em uma conversa recente, no indefectível Bar do Armando, no centro de Manaus, entre uma cerveja e outra, ela me confessa que vai sair das quarenta e sete tatuagens por não curtir muito o numero. Vai fazer mais três nomes. Vai tatuar Dilma, Serra e Marina, em homenagem aos candidatos a presidência. Perguntei por que, já que ela tatuava nomes de namorados somente. Ela falou que não estava mais namorando, só ficando, mas que curtia fazer tatuagens, e por falta de inspiração resolveu por os três nomes para ficar na conta certa, cinqüenta, um numero mais redondo. Ah bom!..pensei.

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