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No bucho da Cobra Grande do Bradesco

Propaganda enganosa de banco mostra todo mundo rindo e feliz em um mundo cheio de frescor, paradisíaco e só falta ter um monte de Bambis voando de galho em galho.
Parece propaganda de margarina.
A realidade dura é que esses bancos que só lucram e lucram com nosso dinheiro nos tratam como animais.
Bambi é animal, mas em filme encantado ele corre e o bicho papão não pega ele.
Aliás, há um filosofo desses de moda primavera verão que afirma que a sociedade moderna vive a Síndrome do Bambi.
Todos órfãos em uma selva de pedra, solitários, tendo que se defender sozinho das feras que insistem em nos comer.
Mas podemos ser outra coisa.
A porra da fila da minha agencia Bradesco sempre é carregada.
Cheio de gente viciada em fila puxando assunto besta.
Hoje tinha um velhinho na fila dos sortudos prioritários que falava em voz alta que ia votar no Artur porque ele ia dar um jeito nos bancos já que era culpa do Lula os bancos estarem assim.
E aguentar conversa besta em banco sem ar condicionado é dose.
Sim, porque no Bradesco do Parque 10 lotado até o ar condicionado estava desligado.
O ar dos galerosos, que é a forma como eles nos tratam, porque o dos funcionários estava bombando.
E eu lendo um aviso na minha frente “Proibido usar celular dentro da agencia”.
Ou seja, ficar duas horas dentro do inferno de uma agencia bancaria e nem poder avisar pra ninguém pode.
E a Cobra Grande ainda estava aumentando.
Acusam os barezinhos de serem pacíficos e que detestam dizer não e por isso são usados por espertalhões que percebem esse Complexo de Poliana embutido na psique Baré.
Dizem que o barezinho não reclama, que parece carneiro que está sendo engordado para o jantar e nem berra.
O que poderia ser uma virtude passa a ser defeito.
Tem até um ditado entre bandidos que diz “Cabrito bom não berra”.
Mas isso é entre bandidos que não podem denunciar uns aos outros.
A gente pode!

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